Keil do Amaral

 
 
 
Keil do Amaral
Keil do Amaral
Biografia

Francisco Caetano Keil do Amaral nasceu em Lisboa a 28 de Abril de 1910. 
A sua infância foi passada em Canas de Senhorim, local onde fez a instrução primária. Iniciou já em Lisboa os estudos liceais na Escola Nacional, mas foi no Liceu Gil Vicente que concluiu o secundário. 
Ingressou em 1929 no curso de Arquitectura da Escola de Belas-Artes, mas esta experiência veio a revelar-se uma desilusão e acabou por anular a matrícula. Afastado da Escola de Belas-Artes, entrou, como discípulo e empregado, no atelier de Carlos Ramos, tendo sido com este arquitecto que aprendeu a gostar de Arquitectura. 

Em 1934, foi aprovado como aluno externo no Curso Geral de Arquitectura de EBAL, obtendo em 1936 o Diploma de Arquitecto com 17 valores. 
Em 1937, ganhou o concurso para o Pavilhão Português da Feira Internacional de Paris, acontecimento decisivo para o arranque da sua carreira profissional.

Projeto para o parque florestal do Monsant
Entrou para os quadros da Câmara Municipal de Lisboa em 1938, onde lhe foram confiados três importantes projectos: o Parque Florestal de Monsanto, o Parque Eduardo VII e a Alameda do Campo Grande

No entanto, a 12 de Março de 1947, pediu a exoneração do cargo que ocupava na Direcção de Urbanização e Obras. Continuou, contudo, encarregue de concluir os projectos iniciados, para o que lhe foi cedido um atelier, onde tinha como colaboradores os arquitectos Hernâni Gandra e Alberto José Pessoa. 
Abandonou este atelier no Arco do Cego em 1949 e instalou o seu próprio atelier no edifício onde residia, na Avenida António José de Almeida n.º 7, em Lisboa. 
Leccionou em 1943, o curso de Arte e Arquitectura na Universidade Popular. 

Prémio Municipal de Arquitectura de 1951
Na decáda de 50, foi chamado para duas obras de equipamento público em Lisboa: em 1953, a Feira Internacional Portuguesa e, entre 1949 e 1959, o Metropolitano de Lisboa
Em 1951, recebeu o Prémio Municipal de Arquitectura pela moradia de Sousa Pinto, na Rua D. Vasco da Gama, Restelo, em Lisboa. 

Entre Dezembro de 1953 e Janeiro de 1954, esteve preso, pelas intensas críticas nas diversas áreas da sociedade, nos calabouços de Caxias. 

Foi convidado em 1958 pela Fundação Calouste Gulbenkian para ser consultor, juntamente com o arquitecto Carlos Ramos, no projecto do edifício da sua sede e Museu e, em 1961, para a obra do Estádio de Futebol de Bagdad, no Iraque. 

Recebeu, em 1962, mais uma distinção por outra habitação individual, com o Prémio Valmor, pela moradia de Silva Brito, na Avenida Almirante António Saldanha, no Restelo, em Lisboa. 
Nos anos setenta, participou em projectos, como o da urbanização do Algarve e o plano urbanístico para a Península de Tróia. 

Já bastante doente, participou em 1974 com o Engenheiro Melo e Castro no concurso para urbanização da Ilha de Porto Santo. 
Faleceu em Lisboa a 19 de Fevereiro de 1975.

História custodial e arquivística

A grande maioria desta documentação, pertencia ao arquivo pessoal do arquiteto Francisco Keil do Amaral, sendo doada em 2001 ao Arquivo Municipal de Lisboa. Existe ainda documentação que se encontra dispersa e por tratar e que ingressou no arquivo a titulo de depósito.

Âmbito e conteúdo:

O seu fundo é constituído por:
  • projetos para arquitetura de espaços verdes, comércio e indústria;
  • arquitetura habitacional;
  • equipamentos turísticos;
  • equipamentos culturais;
  • equipamentos de transportes;
  • arquitetura funerária;
  • equipamentos de desporto;
  • equipamentos de lazer e recreio e 
  • edifícios de utilização pública.
Código de referência: PT/AMLSB/FKL


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