Artur Pastor

 
 
 





> Código de referência PT/AMLSB/ART

> Data(s) [194-]-1999

> Nome(s) do(s) produtor(es)
Pastor, Artur. 1922-1999, engenheiro e fotógrafo


> História administrativa / biográfica

Artur Arsénio Bento Pastor nasceu em 1 de maio 1922, na freguesia de Alter do Chão, distrito de Portalegre mas, aos 3 anos, foi para Évora viver com os padrinhos. Após frequentar o ensino primário, ingressou na Escola de Regentes Agrícolas de Évora e, em 10 de fevereiro de 1942, recebeu o diploma do 7.º ano do curso de regentes agrícolas. Nesse ano, prestou juramento no Distrito de Recrutamento e Mobilização 16, em Évora. Ingressou no Curso de Sargentos Milicianos de Infantaria e, em 23 de agosto de 1943, foi incorporado no Centro de Instrução de Infantaria, no quartel da Atalaia, em Tavira, sendo promovido a 1.º cabo miliciano, em 24 de dezembro desse ano, e transferido para o Regimento de Infantaria 16, em Évora.

Quando terminou o serviço militar obrigatório, em 1945, foi promovido a furriel miliciano e, em 1959, a 2.º sargento miliciano, tendo recebido baixa do serviço militar, em 1968. Por não ter terminado o curso de regente agrícola, devido ao serviço militar, em 1948, foi prestar tirocínio na Brigada Técnica, da XII Região Agrária, em Évora. Em 1949, candidatou-se a regente agrícola de 3.ª classe mas, por não ter ainda terminado o curso, foi admitido como regente agrícola tirocinante, no Serviço de Fomento e Inspeção Técnica da Batata-Semente, sendo colocado, em 18 de setembro de 1950, no Posto Experimental de Montalegre, para inspeção da batata-semente. Concluiu o curso de regente agrícola em 8 de outubro de 1951 e, em fevereiro de 1953, foi transferido para a Direção de Serviços Fitopatológicos, em Lisboa, onde passou a desempenhar funções de regente agrícola fotógrafo. Quando foi promovido para regente agrícola de 3.ª classe, em 1955, foi transferido para a Repartição de Estudos, Informação e Propaganda, da Direção-Geral dos Serviços Agrícolas, também em Lisboa. Foi promovido a regente agrícola de 2.ª classe, em 1959, nomeado engenheiro técnico agrário de 1.ª classe, em 1978 e, por provimento, a engenheiro técnico agrário principal, em 1980. Aposentou-se em agosto de 1983. Num dos seus destacamentos de trabalho a Braga, conheceu Maria Rosalina da Costa, com quem casou em 15 de setembro de 1954, na igreja de Nossa Senhora do Sameiro, naquela cidade, tendo, como seus descendentes, José Eduardo Clemente Pastor, Luís Manuel da Costa Pastor e Artur Manuel da Costa Pastor. Em 1953, fundou o Arquivo Fotográfico da Direção-Geral dos Serviços Agrícolas, do Ministério da Economia, onde arquivou, em fichas técnicas, o registo fotográfico das atividades de diversas dependências da Direção-Geral dos Serviços Agrícolas, das visitas oficiais e de reuniões de trabalho. Organizou e foi júri de concursos de fotografia, no âmbito profissional, colaborou e foi autor em projetos editoriais da mesma entidade.

Na sequência de uma proposta de trabalho, para o projeto de uma publicação sobre a vida rural, fez a recolha de 3228 negativos, entre 1959 e 1961. Foi autor do caderno "A fotografia e a agricultura”, publicado pela Direção-Geral de Extensão Rural, do Ministério da Agricultura e Pescas, em 1979. Organizou e lecionou, em 1980, o Curso de Iniciação à Fotografia Agrícola, no Centro de Formação e Extensão Rural, nas Caldas da Rainha, promovido pela Direção de Serviços de Documentação e Divulgação Agrária. Em 14 outubro de 1948, o Presidente da República, Américo Tomás, conferiu-lhe o grau de oficial da Ordem do Mérito Agrícola e Industrial, sendo-lhe concedidas as honras e o direito ao uso das insígnias que lhe correspondiam.

A primeira exposição da sua autoria decorreu em janeiro de 1946, no Círculo Cultural do Algarve, em Faro, com o título "Motivos do Sul”, itinerante para a Sociedade Harmonia Eborense, entre 2 e 9 de junho de 1946. Entre 1946 e 1948, participou em vários salões de fotografia internacionais: VII Salão Internacional de Arte Fotográfica, sob alto patrocínio de S. Ex.ª o Sr. Presidente da República, em Portugal; XIII Salão Internacional de Fotografia, em Madrid; VI e VII Salão Internacional de Arte Fotográfica, em Barcelona, representando o Grémio Português de Fotografia; XXIII Salão Internacional de Fotografia, em Zaragoza; Salão de Arte Fotográfica de Copenhaga, na Dinamarca; Salão Internacional de Arte Fotográfica de São Paulo; Salão Internacional de Arte Fotográfica do Rio de Janeiro; Salão Internacional de Arte Fotográfica de Leicester, em Inglaterra; Salão Internacional de Arte Fotográfica de Charleroi, na Bélgica; Salão Internacional de Arte Fotográfica do Luxemburgo. Participou igualmente em diversos concursos e salões de fotografia nacionais, entre 1952 e 1983: II e III Salão de Fotografia, em Barcelos; VII Exposição "A imagem da flor”, em Lisboa; I Salão de Arte Fotográfica, promovido pela Mesa da Confraria do Bom Jesus, em Braga, representando o Posto Experimental de Montalegre; II Exposição Fotográfica Inter-sócios do Foto Clube 6x6, em Lisboa; I Concurso Fotográfico de Motivos Algarvios, organizado pela Comissão de Turismo e Propaganda da Casa do Algarve; VI Salão de Arte Fotográfica do Grupo Desportivo da CUF, no Barreiro; I Salão Internacional de Arte Fotográfica, em Évora; concurso fotográfico "Moinhos de Portugal”, inserido na campanha de valorização turística dos moinhos de Portugal; I Concurso Nacional de Fotografia CIDLA, promovido pela empresa de comercialização e distribuição de gás; II Salão Municipal de Arte Fotográfica, em Lisboa; Grande Concurso Fotográfico SONIPO; III Quinzenal Cultural BP Salão Internacional de Arte Fotográfica, em Lisboa; concurso fotográfico dos Festivais do Algarve; concurso "Fotografias sobre o Algarve (diapositivos a cores)”; Concurso de Fotografia da Direção-Geral da Pecuária. Em maio de 1947, esteve patente ao público, na Casa do Alentejo, em Lisboa, no âmbito do 25.º aniversário desta instituição, uma exposição com fotografias da sua autoria. Em julho do mesmo ano, expôs no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal. Entre 31 de julho e 20 de agosto de 1949, Artur Pastor fez uma exposição numa das salas da delegação da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT), no Palácio do Barrocal, em Évora.

Em 1949, 1950 e 1974, expôs nas montras da loja de fotografia Casa J. C. Alvarez, Lda., em Lisboa. Em 1953, participou na exposição de turismo nacional que se realizou no Palácio Foz, integrada no programa do VIII Congresso da União Internacional dos Organismos Oficiais do Turismo. Foi autor do álbum "Nazaré”, concebido para ser oferecido à rainha Isabel II de Inglaterra, na sua visita a Portugal, em 1957, e foi autor do álbum "Algarve”, em 1965, que ofereceu pessoalmente ao Presidente da República, Américo Tomás, em audiência no Palácio Nacional de Belém, em 10 de janeiro de 1966. Expôs no Salão Maior do Palácio Foz, entre 4 e 15 de dezembro de 1970. Em 1986, expôs no Palácio Galveias a exposição intitulada "Apontamentos de Lisboa”. A sua última exposição, em vida, intitulada "Algarve (anos 50-60) – alguns apontamentos”, foi apresentada na galeria de arte Pintor Samora Barros, em Albufeira, entre 28 de abril e 17 de maio de 1998. Entre as décadas de 1940 e 1950, escreveu diversos textos para a imprensa e para outras publicações, nomeadamente, para a "Focal Encyclopedia of Photography”. Várias das suas fotografias foram também divulgadas em diversas publicações nacionais e estrangeiras, entre outras, em As Mulheres do Meus País, em Região a Oeste da Serra dos Candeeiros, nas revistas "Photography”, "Art Photography” e "National Geographic” e no jornal "The Times”. Visitou diversas vezes a Expo 98 e fez inúmeras fotografias desta exposição internacional. Artur Pastor faleceu em 17 de setembro de 1999, em Lisboa.


> História custodial e arquivística

A documentação manteve-se na posse da família de Artur Pastor, até outubro de 2001, data em que foi adquirida pela Câmara Municipal de Lisboa.




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