Jorge Marçal da Silva

 
 
 





> Código de referência PT/AMLSB/JMS

> Data(s) 1906-1927

> Nome(s) do(s) produtor(es)
Silva, Jorge Marçal da. 1878-1929, cirurgião


> História administrativa / biográfica

Jorge Marçal da Silva nasceu a 30 de junho de 1878, em Lisboa, filho de Manuel Luís da Silva e de Joaquina Conceição Valente. Estudou na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, tendo terminado em 1902, com a tese "Feridas no coração, tratamento cirúrgico”. Enquanto estudante foi militar, soldado, estando integrado no Regimento n.º 5 de Infantaria, no 3.º Batalhão do exército do Imperador da Áustria, Francisco José I. Casou com Irma Leite Mendes, tendo quatro filhos. Iniciou o percurso profissional como cirurgião substituto, no hospital de São José, entre 1903 e 1906, passando, de seguida, a efetivo do banco do mesmo hospital, até 1910. A promoção a facultativo assistente, da secção cirúrgica, levou-o a exercer funções no Hospital do Desterro e, cerca de um ano depois, no Hospital de D. Estefânia onde, mais tarde, já na década de 1920, assumiu o cargo de diretor de enfermaria.

Foi também cirurgião do exército, durante os anos da Primeira Grande Guerra, de 1916 a 1919, no Hospital Militar Permanente de Lisboa (Hospital Militar Central ou da Estrela), alcançando o posto de capitão médico miliciano, exercendo igualmente medicina privada, na zona de Arroios e da, agora, avenida Almirante Reis, onde vivia. Lecionou Anatomia e Fisiologia, entre 1920 e 1928, na Escola Profissional de Enfermagem, no Hospital de São Lázaro, em Lisboa, acumulando o cargo de diretor, a partir de 1924 até 1928. Esta escola viria a denominar-se Escola de Enfermagem de Artur Ravara, no Hospital dos Capuchos, já após a sua morte. Marçal da Silva era um humanista e um benemérito, sendo igualmente um melómano, apreciador de música e frequentador assíduo do Teatro Nacional de São Carlos. Era fotógrafo amador e possuía um laboratório de fotografia, em sua casa, sendo assinante da revista Arte Photographica, tendo sido fotógrafo ativo entre 1906 e 1927. Jorge Marçal da Silva faleceu a 15 de maio de 1929, na cidade de Lisboa, onde sempre viveu.

> História custodial e arquivística

A documentação manteve-se na posse da família de Jorge Marçal da Silva, até 2016, altura em que foi doada à Câmara Municipal de Lisboa. Inicialmente, a documentação esteve conservada na residência do autor, em Lisboa, na rua Marques da Silva, transversal à avenida Almirante Reis. Posteriormente, passou para a família, sendo transferida para Guimarães, para posse de familiares descendentes. Recentemente, após acordo com o representante legal dos proprietários do acervo, Manuel Marçal Fontes Mendes da Silva, neto do autor, e respetiva deliberação camarária, de 25 de maio de 2016, a documentação foi entregue no Arquivo Municipal de Lisboa, a 8 de setembro do mesmo ano. Ainda no âmbito do mesmo acordo, a 21 de Setembro de 2016, foi entregue um armário com visor Taxiphote, para fotografia estereoscópica, bem como o respetivo conteúdo, em regime de depósito, por um período de 10 anos.




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