José Couto Nogueira

 
 
 





> Código de referência PT/AMLSB/JCN

> Data(s) 1975-2000

> Nome(s) do(s) produtor(es)
Nogueira, José Aníbal Magalhães do Couto. 1945-, jornalista

> História administrativa / biográfica

José Aníbal Magalhães do Couto Nogueira nasceu em Lisboa, em 25 de dezembro de 1945, filho de José Valdez do Couto Nogueira e de Tomázia Magalhães do Couto Nogueira. Tem três filhos, Gabriela (n. 1970), Violeta (n. 1999) e Lucas (n. 2001). O seu primeiro contacto com a fotografia chegou-lhe por parte do seu avô paterno, Aníbal do Couto Nogueira, médico higienista e fotógrafo amador, que tinha um laboratório em casa. Na década de 1960, estudou Economia, no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, da Universidade de Lisboa e, em Londres, na London School of Economics. Foi na capital britânica que deixou os estudos académicos e iniciou a vida profissional, como fotógrafo de publicidade, como assistente do retratista Desmond Groves e do publicitário David Green. Regressou a Lisboa, em 1968, onde continuou a atividade no seu estúdio, situado na rua António Enes, dedicado a fotografia de moda e publicidade, até pouco depois de 1974. Em 1970, foi mobilizado, tendo cumprido o serviço militar, como alferes, no Serviço Cartográfico do Exército, onde escreveu o manual de fotografia utilizado na instrução dos especialistas militares, conseguindo manter o estúdio, ao mesmo tempo que cumpria o serviço militar.

Convidado por António-Pedro Vasconcelos, escreveu uma coluna sobre fotografia, para a revista Cinéfilo, suplemento semanal do jornal O Século, que deixou de ser publicada em 1974. A efervescência do início do período democrático em Portugal estimulou o seu envolvimento em política, continuando a fotografar, enquanto se tornou funcionário do Partido Socialista, na área da comunicação (propaganda). Neste partido, destacou-se a sua participação na organização do Primeiro Congresso do Partido Socialista, realizado em dezembro de 1974, bem como a definição do novo logotipo do partido (punho cerrado). Deixou o partido, com a dissidência de Manuel Serra, passando a trabalhar como fotojornalista, no Jornal Novo, desde o primeiro número, até 1976. Em maio de 1974, desenvolveu uma exposição na Galeria Quadrante, em Lisboa. Todavia, a vontade de trabalhar no âmbito dos media levou-o a outras latitudes, fora do pequeno retângulo português. Entre 1976 e 1980, em São Paulo, deu aulas de fotografia na Escola Imagem/Acção e dirigiu a revista fotográfica Íris. Colaborou com a edição brasileira da revista Interview e lançou as revistas Around/AZ e Especial. Desde 1980, deixou de se considerar fotógrafo profissional e, a partir de 1981, fixou-se em Nova Iorque, tendo trabalhado como arte-finalista, vendedor de produtos para artistas, motorista de táxi e jornalista. Assistiu e fotografou muitos espetáculos de música, a título pessoal.

De 1982 a 1990, foi correspondente, em Nova Iorque, do jornal O Estado de São Paulo e da revista de música Bizz. De volta ao Brasil, em 1990, foi chefe de redação da revista Vogue, redator da Status e colunista da Playboy. Regressou a Lisboa e, até 2012, trabalhou como redator e editor de secção, da revista Exame e dos jornais Expresso e O Independente. Criou o programa de televisão "Metropolis”, no Canal de Notícias de Lisboa (CNL), o primeiro canal regional português a transmitir por televisão a cabo, antecessor do canal SIC Notícias. De seguida, foi redator e editor de cultura, no jornal diário A Capital e, após o seu encerramento, escreveu para a revista Ícon e para o jornal Diário Económico, criou a revista Demais e colaborou, ainda, como freelancer, para outras publicações. Aquando da fundação do jornal "i”, desenvolveu uma coluna semanal sobre ética e escreveu, diariamente, a crítica de televisão, entre 2009 e 2011. A coluna viria a ser publicada em livro, em 2017, com o título "A namorada infiel, o amigo incompetente e outras histórias”. Entre 2012 e 2014, no gabinete da Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, exerceu funções de técnico especialista, como assessor de imprensa. Escreveu os romances "Táxi” (2001), "Vista da praia” (2003) e "Pesquisa sentimental” (2009), editados pela editora Dom Quixote, assim como o livro de contos "A procura da felicidade e outras histórias da era digital” (2012). Publicou, ainda, vários guias de viagem, da coleção Descubra Portugal, da editora Ediclube (1993) e traduziu mais de uma vintena de obras de ficção inglesa e americana.

Na internet, editou o site Alface Voadora, um dos primeiros sites regulares portugueses, dedicado a Lisboa, entre 1997 e 2000, e mantém, ainda, a edição do blogue Perplexo. Coordenou vinte e cinco edições do curso de Escrita Criativa, no Âmbito Cultural do El Corte Inglés, em Lisboa, em resultado do qual, publicou o livro "Apontamentos de escrita criativa”, em 2017. Atualmente, escreve para a publicação digital Sapo24 e para as revistas GQ e Vogue.


> História custodial e arquivística

A documentação foi doada à Câmara Municipal de Lisboa, por José Couto Nogueira, em 19 de Dezembro de 2008.




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