Notícias do Arquivo | Abril 2020

 
 
 


Funcionamento do Arquivo em tempo de pandemia
Resposta ao Plano de contingência municipal e às orientações da DGS

Considerando o estado de emergência decretado em resultado da pandemia Covid-19, bem como o plano de contingência municipal, o funcionamento do Arquivo Municipal de Lisboa foi ajustado de modo a dar cumprimento às orientações de contenção sanitária.

Nesse sentido, as salas de leitura encontram-se fechadas, estando a data de sua reabertura dependente da evolução da situação e da alteração do estado de contingência em vigor.
Em consequência, os pedidos de consulta de documentos que se encontravam já agendados tiveram de ser cancelados e aguardam melhor oportunidade para reagendamento.

Continua a ser assegurada a resposta aos pedidos de certidão e de reprodução de documentos, recorrendo, sempre que tal é possível, às imagens de arquivo já digitalizadas.
A digitalização de novos documentos para resposta a pedidos e para apoio ao licenciamento urbanístico é igualmente assegurada, embora com algumas limitações.

A formalização de novos pedidos de consulta, reprodução ou certidão deverá ser feita através da Loja Lisboa online.

As atividades de dinamização cultural promovidas pelo Arquivo estão igualmente condicionadas pelo encerramento dos espaços de acesso ao público. Assim, a exposição Contos de Lisboa, de Mónica de Miranda, encontra-se suspensa, bem como as visitas guiadas e as atividades do Serviço Educativo.

Apesar destes condicionalismos, os colaboradores do Arquivo Municipal de Lisboa encontram-se a trabalhar assegurando a continuidade das suas funções e desenvolvendo produtos e serviços de informação com o objetivo dar resposta a todos os que de nós precisam.

Temos consciência da importância do papel cívico dos Arquivos especialmente nos momentos mais difíceis que a sociedade enfrenta. A informação contida nos documentos de arquivo é um ativo económico, social e cultural de que não se pode prescindir, pelo que a manutenção do seu acesso é um garante dos direitos de cada um e de todos.

Continuamos assim, de forma consciente, empenhados em manter o Arquivo Municipal de Lisboa ao serviço da comunidade. Muito do nosso acervo está disponível on-line e pode consultá-lo aqui.
Pode igualmente contactar-nos através dos meios eletrónicos disponíveis, preferencialmente através do endereço do email
arquivomunicipal@cm-lisboa.pt.

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facebook, instagram e twitter e no nosso site, e usufrua da informação que aí vamos disponibilizando.
Depende de cada um de nós a superação desta pandemia e o regresso à normalidade.
Cá estaremos, juntos, para testemunhar o futuro. Até breve. *

*Helena Neves (Chefe de Divisão de Arquivo Municipal)

Cassiano Branco, Hotel Britania, pormenor da fachada principal, rua Rodrigues Sampaio, 17, Lisboa, 1942
Olhar Cassiano (1970-2020)
Novas datas para celebrar a efeméride

Estava prevista para este mês de abril, a realização do colóquio nacional "Cassiano Branco, 50 anos depois", integrado na iniciativa Olhar Cassiano, desenvolvida em parceria com o ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, com o objetivo de evocar o 50º aniversário da morte do arquiteto Cassiano Branco (1970-2020), de cujo espólio somos detentores.

Tendo em conta a situação vivida no país, este colóquio, assim como os percursos na cidade previstos e o concurso de fotografia que se iniciaria a 1 de abril, tiveram de ser alterados.

Deste modo, o colóquio irá decorrer a 3 de novembro na Fundação Calouste Gulbenkian, os percursos na cidade serão realizados em outubro, e o concurso de fotografia decorrerá entre 1 de junho e 31 de agosto. Mantêm-se as datas da inauguração do mural de arte urbana e a inauguração da exposição de Daniel Blaufuks para 1 e 15 de outubro, respetivamente, assim como a conversa fílmica agendada para 20 de novembro.

O regulamento do concurso de fotografia, que conta com o apoio do Instituto Português de Fotografia, da revista zOOm, da Niobo e do Hotel Britania, onde serão entregues os prémios a 3 de dezembro, está já disponível para consulta. Do júri fazem parte Fernando Guerra, Francisco Feio, Luís Pavão, Maurício Reis e Hugo Pinho e Paulo Tormenta Pinto, que é também o coordenador científico do colóquio.

O mural de arte urbana, da autoria do artista Huariu será realizado com o apoio da Galeria de Arte Urbana na junção da Av. Almirante Reis com a rua Nova do Desterro. A exposição "cinema paraíso. memória descritiva" de Daniel Blaufuks, vai decorrer entre 15 de outubro a 9 de janeiro 2021, no Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico. A 20 de novembro, terá lugar uma conversa fílmica sobre Cassiano, no Arquivo Municipal de Lisboa | Videoteca, com a exibição do filme de Edgar Pêra.



200 anos da Revolução Liberal
1820-2020

A Revolução Liberal de 1820 esteve na génese de acontecimentos e medidas basilares para a história de Portugal, como é o caso das primeiras eleições nacionais e a eleição das primeiras Cortes Extraordinárias e Constituintes (1821-22), ou a aprovação da primeira Constituição Portuguesa (1822), que veio afirmar a Monarquia Constitucional no país, tornando-se um marco indiscutível na liberdade de pensamento, religiosa ou política.

Iniciado no Porto, este movimento revolucionário foi posteriormente reforçado em Lisboa, com a adesão desta cidade e consequente deposição do Governo do Reino, sendo por isso um acontecimento de assinalável importância para a história da capital, quer pelos múltiplos acontecimentos e atores que nela estiveram envolvidos, quer por ter inaugurado uma nova governança municipal.

Neste sentido, a Câmara Municipal de Lisboa, através da Direção Municipal de Cultura, participa na evocação dos 200 anos da Revolução Liberal, através dos seus equipamentos culturais (Arquivo, Hemeroteca e Gabinete de Estudos Olisiponenses), e conta com a colaboração do Museu de Lisboa, da Divisão de Gestão Cemiterial, e de outras entidades culturais da cidade. Tem também como parceiro o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa (IHC-UNL), articulando-se com o projeto Relembrar a Revolução de 1820. Liberdade e Cidadania.

Esta programação municipal inclui variadas iniciativas que serão realizadas durante este ano, destinadas a investigadores, estudantes e munícipes em geral.

A colaboração do Arquivo de Lisboa neste programa, irá passar pela disponibilização online de um conjunto de documentos produzidos na época e que se encontram à sua guarda, assim como pela edição de um número especial dos Cadernos do Arquivo Municipal, revista científica em suporte digital.

Este número tem a coordenação científica do Professor Doutor José Subtil (Universidade Autónoma de Lisboa), será lançado previsivelmente a 9 de dezembro de 2020, no Teatro Thalia, em Lisboa, e terá uma impressão simbólica de 200 exemplares para oferta a universidades e centros de investigação.

Lisboa Natura 2020 prolonga chamada para vídeos até 30 de abril
Primeiro festival ecovídeo de Lisboa será em setembro

A chamada para vídeos para o primeiro festival ecovídeo de Lisboa, o Lisboa Natura 2020 foi prolongada até dia 30 de abril. Tendo a linguagem vídeo como suporte criativo, o Lisboa Natura 2020 assume-se como uma proposta de leitura, registo e memória da Natureza na cidade de Lisboa, que incentiva a documentação de realidades do mundo natural, passado e presente, mas também de novas paisagens, sentidos e conteúdos, possíveis ou idealizáveis.

O desafio pode passar por aproveitar este tempo de isolamento e registar, por exemplo, esta cidade quase deserta vista da sua janela, os seus espaços, a Natureza que a envolve, ou recorrer ao seu arquivo vídeo e daí fazer nascer um novo projeto.

As regras para participação estão disponíveis online e a inscrição deve ser efetuada através de formulário próprio. Do júri que fará a seleção de filmes a exibir em setembro na Estufa Fria, fazem parte Ilda Teresa Castro, Inês Gil, Lauro António, Paula Craveiro e Teresa Castro.

O Festival Lisboa Natura 2020 é promovido pelo Arquivo Municipal de Lisboa | Videoteca, terá lugar em setembro na Estufa Fria, e está inserido no programa da Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

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Chamada para artigos
Cadernos do Arquivo Municipal Nº 14
"A Revolução Liberal e a Monarquia Constitucional (1820-1910)"

Encontra-se aberto o período de receção de propostas de novos artigos para o número 14 da revista científica Cadernos do Arquivo Municipal.

Dedicado ao tema "A Revolução Liberal e a Monarquia Constitucional (1820-1910)", este número terá a coordenação de José Manuel Louzada Subtil (UAL – Universidade Autónoma de Lisboa).

Este número dos Cadernos e o que se seguirá, pretendem criar um espaço aberto e pluridisciplinar que possa, de forma criativa, acolher autores e textos originais e singulares sobre os mais diversos temas referentes ao período entre as vésperas da revolução de 1820 e o final do regime monárquico.

Data limite de entrega: 30 de junho de 2020
Informações: am.cadernos@cm-lisboa.pt | Telef. +351 213 807 100

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Documentário Cassiano Branco: uma obra para o futuro
Cassiano Branco: uma obra para o futuro

Selecionamos como documento do mês de abril, o documentário "Cassiano Branco: uma obra para o futuro", produzido em 1992 pela Videoteca Municipal de Lisboa e realizado pela Federação Portuguesa de Cinema e Audiovisuais.

Este documentário inicia o programa da evocação dos 50 anos da morte do Arquiteto Cassiano Branco (1970-2020), que irá decorrer durante 2020.

Este documentário retrata a vida e a obra de Cassiano Branco, e visita a exposição "Cassiano Branco e o Éden", organizada pelo Arquivo Municipal de Lisboa em 1991, no Cine-Teatro Éden, espaço icónico da capital, projetado por este arquiteto.

Com a duração de 86 minutos, o documentário constitui um registo indissociável do livro "Cassiano Branco, uma obra para o futuro", produzido pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, e publicado também em 1991 pelas Edições ASA. De facto, o texto do documentário foi baseado em excertos do livro, a que se associaram pequenos vídeos, imagens da exposição e do colóquio, e entrevistas ao público sobre o futuro do Cine-Teatro Éden, onde decorreram as referidas iniciativas.

O documentário encontra-se disponível para visionamento no Arquivo Municipal de Lisboa / Videoteca, no suporte de fita magnética - formato VHS, disco óptico - DVD e ficheiro digital, (formatos MP4 e formato MOV).


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