Notícias do Arquivo | Dezembro 2020

 
 
 

© José Augusto Almeida, 2020 Olhar Cassiano Branco, 50 anos depois
Evocação da morte (1970-2020)

Este ano assinalamos os 50 anos da morte do Arquiteto Cassiano Branco com um variado conjunto de iniciativas que, apesar dos condicionamentos provocados pela pandemia, não deixámos de realizar.

Lançámos um concurso de fotografia cujos vencedores anunciamos esta semana: José Augusto Almeida arrecadou o 1º prémio com a fotografia que ilustra esta publicação e Lurdes Silva, obteve uma menção honrosa. Todas as fotografias concorrentes podem ser vistas no vídeo que disponibilizamos no nosso youtube.

O Colóquio Nacional "Cassiano Branco, 50 anos depois", uma iniciativa desenvolvida em parceria com o ISCTE/IUL e com a coordenação científica de Paulo Tormenta Pinto, e que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian a 3 de novembro, está também disponível on-line e em acesso livre aqui. Neste colóquio participou um conceituado conjunto de oradores, entre os quais Ana Tostões, Raquel Henriques da Silva, Gonçalo Canto Moniz, José Manuel Fernandes, José Neves, José António Bandeirinha, Nuno Távora e Jorge Figueira, que olharam para o legado de Cassiano Branco sob diversas perspetivas, e que ajudam a compreender o vasto espólio deste arquiteto.

Neste dia foi também lançado o livro Cassiano Branco (1897-1970) Arquitectura e Artifício, de Paulo Tormenta Pinto, uma co-edição do Arquivo Municipal de Lisboa com a editora Caleidoscópio e que está disponível para venda nas salas de leitura do Arquivo e na Loja BLX.

O filme "A Cidade de Cassiano", realizado por Edgar Pêra, foi o ponto de partida para uma conversa fílmica entre Paulo Tormenta Pintoe o realizador, e que poderá (re)ver aqui.

© Arquivo Municipal de LisboaAinda este mês, poderá visitar a exposição Édende Daniel Blaufuks, a qual apresenta uma seleção de provas do nosso acervo, datadas de 1991, da série "cinema paraíso. memória descritiva", que propõem o (re)encontro com um dos projetos mais emblemáticos do Arquiteto Cassiano Branco: o Cinema Éden.

Terá lugar ainda este mês a última oficina Fotografar Cassiano, promovida pelo nosso Serviço Educativo, na qual os participantes, percorrendo um itinerário pré-definido, são convidados a fotografar alguns dos edifícios da autoria de Cassiano Branco, existentes na freguesia de Santo António.

A vasta e diversificada obra de Cassiano Branco, de grande riqueza formal, desenvolvida entre meados dos anos 20 e o final da década de 1960, afirmou-o como um dos arquitetos que mais marcam não só a primeira geração moderna, mas a história da arquitetura portuguesa da primeira metade do século XX, de que é, seguramente, um dos mais conhecidos e estudados.

Revolução Liberal de 1820 Alegoria à vitória da legitimidade dos liberais, julho 1833 | Fotografia de gravura, negativo de gelatina e prata em vidro, Eduardo Alexandre Cunha, Arquivo Municipal de Lisboa
Cadernos do Arquivo Municipal - edição especial

No ano em que se assinala o bicentenário da Revolução Liberal, o Arquivo Municipal de Lisboa lança uma edição especial dos Cadernos do Arquivo Municipal.

Nesta edição publica-se um conjunto de estudos com diversos alcances, sob diferentes perspetivas e matizes, que refletem alguma da investigação que tem vindo a ser realizada sobre o período liberal nos mais diversos campos, político, institucional, social, cultural, da saúde e da justiça, num tempo de complexas e significativas mudanças para o país. Será também divulgada uma parte significativa de documentação do Arquivo correspondente a este período, pertencente à Chancelaria da Cidade e à Chancelaria Régia, e que foi objeto nos últimos dois anos, de um trabalho de pesquisa, tratamento documental e digitalização. O resultado deste trabalho será apresentado posteriormente, num catálogo temático em suporte digital que ficará disponível em breve no nosso site.

Os conteúdos dos dois números dos Cadernos do Arquivo Municipal, que tiveram a coordenação científica de José Louzada Subtil (Universidade Autónoma de Lisboa - UAL), resultaram ainda numa edição impressa, com uma tiragem simbólica de 200 exemplares, que contou com o patrocínio exclusivo da UAL, a ser distribuída por centros de investigação e a bibliotecas de todo o país.

O lançamento desta edição comemorativa do bicentário da Revolução Liberal, será realizado no próximo dia 14 de dezembro, pelas 17h00, com a apresentação da conferência "As revoluções entre o Antigo Regime e o Liberalismo” por José Louzada Subtil, transmitida através do nosso canal de youtube. Nela participarão ainda Helena Neves (Chefe de Divisão do Arquivo Municipal Lisboa) e José Guilherme Victorino (Universidade Autónoma de Lisboa).

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Acto de Estado - História Fotográfica da Ocupação dos Territórios Palestinos
"Acto de Estado", "Éden" e "A Árvore que eu sou"
Exposições permanecem no Arquivo Fotográfico até janeiro

Está patente ao público até dia 8 de janeiro de 2020 a exposição da curadora Ariella Aïsha AzoulayActo de Estado - História Fotográfica da Ocupação dos Territórios Palestinos.

Apresentando 700 imagens, a exposição vai além da noção de arquivo, para constituir um sistemático registo das formas de poder e controlo usadas para subjugar a população palestina, que é governada sem lhe ser reconhecida cidadania, nem concedida soberania.

Temas como a demolição de casas, formas de detenção, checkpoints, as intifadas de 1987-93 e de 2000-5 e a violência exercida sobre os corpos palestinos fazem parte desta exposição, que reúne o trabalho de mais de 80 fotógrafos, incluindo nomes com uma significativa carreira internacional como Miki Kratsman, Micha Kirshner, o colectivo Activestills, mas também fotografias das ONGs Breaking the Silence, B’Tselem ou Médicos pelos Direitos Humanos.

A Árvore que eu souAinda este mês é possível visitar no Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico duas mostras que contam com a curadoria de Sofia Castro: "Éden" de Daniel Blaufuks, que captou na série exposta aspetos e detalhes da arquitetura do Cinema Éden, imagens que são hoje objetos preciosos e pretexto para a reflexão do valor da memória e da importância dos arquivos fotográficos; e A árvore que eu sou de Graça Sarsfield, uma instalação que surge na sequência do convite à artista e que tem como foco o arquivo pessoal e autoral da fotógrafa, que desenvolveu um álbum de fotografia/livro de artista. Este projeto desenvolve a relação particular de Graça Sarsfield com o mundo vegetal, compreendendo registos que vão do retrato à paisagem, e integra a programação da Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

Termina no próximo dia 18 mais uma edição de |a imagem contextualizada| que traz a público o trabalho dos jovens fotógrafos Ânia Pais, Beatriz Banha, Cláudia Sequeira e Francisco Painço Santos. "Fez-se noite", "00.33.", "Penny for your Thoughts" e "Aetherius", são as propostas destes jovens artistas, cuja conversa com Orlando Santos gravamos e que disponibilizamos aqui. Através desta conversa percebemos a origem e a razão de ser dos seus trabalhos e das suas escolhas técnicas, permitindo-nos conhecer melhor as suas obras que, nas palavras de Orlando Franco, são "projetos que espelham um insistente questionamento em torno da fotografia e do seu potencial mnemónico".

Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico
Rua da Palma, 246 - 1100-394 Lisboa
Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 18h00 (sem marcação prévia)
Entrada livre
Atividades educativasEste mês propomos...
Explorar a área do Serviço Educativo no nosso site

Já reparou que a área do Serviço Educativo no nosso site mudou? Agora poderá navegar de uma forma mais simples e intuitiva nesta área do nosso site. Lançamos algumas novidades, das quais destacamos os Cromos Biográficos que irão dar apoio à atividade "Explorar a Cidade", e que a cada mês convida a descobrir uma zona específica de Lisboa.

Pode ainda testar alguns dos seus conhecimentos começando pelo questionário que disponibilizamos para os mais novos sobre a restauração da independência de 1640 e encontrar alguns desafios criativos.

Este mês terá lugar a última edição da oficina Fotografar Cassiano, que irá decorrer no domingo, dia 13 de dezembro, pelas 11 horas. Saiba mais sobre esta atividade e como se inscrever aqui.

Conheça estas e outras atividades no nosso site.

Se necessitar de agendar alguma atividade ou quiser informações adicionais sobre o nosso Serviço Educativo, poderá fazê-lo através do e-mail: arquivomunicipal.servicoeducativo@cm-lisboa.pt

[Edital do Senado da Câmara de Lisboa a publicitar um louvor à Constituição, ao Augusto Congresso Nacional e às Cortes Gerais e Constituintes] | Data: 1821-03-28 | Código de referência: PT/AMLSB/CMLSBAH/CHC/011/006/0114
Edital do Senado da Câmara de Lisboa
Revolução Liberal de 1820

Na sequência dos movimentos liberais ocorridos no Porto e em Lisboa, em agosto e setembro de 1820, formam-se em Lisboa, as Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa que, detendo o poder legislativo, se reúnem pela primeira vez em 24 de janeiro de 1821 e cujo exercício se prolongaria até 4 de novembro de 1822.

O Projeto de Bases da Constituição é apresentado em 9 de fevereiro de 1821 e aprovado um mês depois, em 9 de março. A partir daí, as Cortes desencadeiam um processo de revolução a nível da legislação ordinária: extinguem-se os serviços pessoais e os direitos banais, o Santo Ofício, as inquisições e os juízes do fisco. Em 25 de abril do mesmo ano, os bens da Coroa são considerados bens nacionais dado que pertencem à Nação.

É neste contexto que o Senado da Câmara de Lisboa se dirige aos habitantes da cidade, através do Edital de 28 de março de 1821, elogiando-o e prometendo que "os trabalhos e esforços pelos quais passou seriam recompensados”.

A primeira Constituição Portuguesa seria jurada por D. João VI a 1 de outubro de 1822. No dia 13 do mesmo mês realizar-se-iam as primeiras eleições para a Câmara de Lisboa. A vereação eleita substitui o Senado e denomina-se Câmara Constitucional, tomando posse um mês depois das eleições, em 13 de dezembro de 1822.

Saiba mais sobre o conteúdo deste Edital que escolhemos para documento do mês de dezembro, consultando o nosso site . Boas leituras!
Próximo mês
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Lançamento de catálogo temático comemorativo da Revolução Liberal
Das invasões francesas à monarquia constitucional
Última oportunidade para (re)ver
"Éden" e "A Árvore que eu sou"

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