Notícias do Arquivo | Janeiro 2021

 
 
 



Cadernos do Arquivo Municipal dedicam edição à Revolução Liberal

Este mês ficará disponível on-line o volume II da edição especial dos Cadernos do Arquivo Municipal, dedicada à Revolução Liberal, cujo primeiro volume foi já disponibilizado em dezembro último.

Esta edição que conta com a coordenação científica de José Louzada Subtil (Universidade Autónoma de Lisboa - UAL), assinala o bicentenário desta efeméride. Nela se publicam um conjunto de estudos com diversos alcances, sob diferentes perspetivas e matizes, que refletem alguma da investigação que tem vindo a ser realizada sobre o período liberal nos mais diversos campos, político, institucional, social, cultural, da saúde e da justiça, num tempo de complexas e significativas mudanças para o país. Nela é também divulgada uma parte significativa de documentação do Arquivo correspondente a este período, pertencente à Chancelaria da Cidade e à Chancelaria Régia, e que foi objeto nos últimos dois anos, de um trabalho de pesquisa, tratamento documental e digitalização.
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Últimos dias para (re)ver

Até à próxima sexta-feira, dia 8 de janeiro, tem oportunidade de ver (ou rever) as exposições a decorrer no Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico. "Éden" de Daniel Blaufuks, "A Árvore que eu sou" de Graça Sarfield ambas com a curadoria de Sofia Castro e ainda "Acto de Estado" com a curadoria de Ariella Aïsha Azoulay.

A exposição Éden apresenta um conjunto de provas intitulado "cinema paraíso. Memória descritiva." de 1991, que integra o acervo do Arquivo e propõem o (re)encontro com um dos projetos mais emblemáticos do Arquiteto Cassiano Branco, o cinema Éden. A Árvore que eu sou tem foco no arquivo pessoal e autoral da artista, e sua relação particular com o mundo vegetal, compreendendo registos que vão do retrato à paisagem. Acto de Estado - História Fotográfica da Ocupação dos Territórios Palestinos, apresenta 700 imagens, que vão mais além da noção de arquivo, constituindo um sistemático registo das formas de poder e controlo usadas para subjugar a população palestina, que é governada sem lhe ser reconhecida cidadania, nem concedida soberania. A não perder!



Coleção de Stuart de Carvalhais disponível on-line

Já é possível aceder através da nossa base de dados a um pequeno conjunto documental de Stuart de Carvalhais (1887-1961), um artista eclético que ao longo de mais de 50 anos desenvolveu uma carreira multifacetada como caricaturista, ilustrador, cenógrafo, pintor, fotógrafo e autor de banda desenhada.

A produção artística mais significativa de Stuart Carvalhais ocorreu na década de 1920, altura em que intensifica a sua atividade com centenas de desenhos e ilustrações tornando-se no desenhador de moda e no cartoonista mais requisitado na época.

Com uma obra de dimensão incalculável e milhares de originais dispersos, marcou o panorama artístico da primeira metade do século XX e retratou Lisboa como ninguém: os bairros típicos, as ruas, os cafés e os teatros, fixando cada personagem e cada tipo, mendigos, prostitutas, ardinas e costureiras, recorrendo a símbolos e conceitos convencionais, comentando com ironia os hábitos e costumes da pequena burguesia, tornando protagonistas muitos dos que com ele se cruzavam. (...)



Novas edições do Arquivo

"Contos de Lisboa" de Mónica de Miranda e "Cassiano Branco (1897-1970). Arquitectura e Artifício" de Paulo Tormenta Pinto, são duas das últimas publicações lançadas pelo Arquivo Municipal de Lisboa.

Contos de Lisboa foi editado no âmbito da exposição com o mesmo nome que esteve patente ao público no Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico entre 19 de fevereiro a 3 de outubro de 2020. A mostra, com a curadoria de Bruno Leitão e Sofia Castro, focou-se"num trabalho de construção mental e de mapeamento visual", efetuado pela artista Mónica de Miranda a partir de 2009. (...) No trabalho da autora identifica-se um percurso, circulável, em torno de uma rota que circunda alguns bairros limítrofes da cidade de Lisboa, integrados na chamada "Estrada Militar", tais como o Talude (Loures), Fim do Mundo (Estoril), Mira Loures (Loures), Azinhaga dos Besouros e 6 de Maio (Amadora)."

Cassiano Branco (1897-1970). Arquitectura e Artifício, é a 3ª edição, revista e aumentada do livro de Paulo Tormenta Pinto sobre Cassiano Branco, a qual conta com prefácio de José António Bandeirinha.
Esta publicação é uma co-edição do Arquivo Municipal de Lisboa com a Editora Caleidoscópio, e decorreu no âmbito de um conjunto de iniciativas organizadas pelo Arquivo para assinalar em 2020 os 50 anos da morte do arquitecto, cujo espólio se encontra à sua guarda.
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Passo a passo pelo bairro da minha escola

Passo a passo pelo bairro da minha escola – transformações e permanências é uma proposta educativa destinada ao 3.º ciclo. Com base numa seleção de documentos do nosso acervo é possível analisar, descobrir e descodificar quais as transformações operadas em Lisboa, nos seus bairros e ruas, permitindo aos alunos e professores darem ideias e projetarem um futuro mais sustentável para a nossa cidade.

Esta atividade que tem decorrido habitualmente nas escolas com o apoio da equipa do nosso serviço educativo, pode agora ser realizada de forma autónoma pelos professores com os seus alunos, através do tutorial e da documentação disponível on-line. Para complementar esta atividade partilhamos também um conjunto de manuais simples para ajudar a pesquisar toda a documentação necessária à atividade. (...)



Documento do mês | Regimento do ofício de boticário (1497)

No momento atual, em que, em prol da salvaguarda da saúde, se enceta a implementação de um programa de vacinação em escala massiva e, para o qual a gestão municipal, em valências associadas, concorrerá, destacamos este mês um documento de agosto de 1497, que constitui um testemunho da intervenção proativa do município no controlo sistémico e sistemático da manufatura de substâncias medicamentosas.

Trata-se de um assento da vereação da Câmara de Lisboa a determinar os termos de um diploma regulador para o ofício de boticário, na forma de regimento - "todos Juntos em camara acordarom de fazer o regimento que se segue o qual cada huum buticairo que nesta cidade viuer em sua maão teera”.

O acórdão do município visava obstar a situações nocivas para a saúde pública, decorrentes da falta de procedimentos tutelados e padronizados e reforçava o normativo, com a fixação de dispositivos punitivos para todos os que não observassem o estipulado. O clausulado estatutário alinhava tanto o exercício do grupo profissional, como os locais onde a atividade devia ser efetivada.
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No próximo mês...

  • Exposição "Homem morto passou aqui" de Valter Vinagre
  • Exposição "Aqui Lisboa: Anos 80" de José Vieira Mendes
  • Chamada para artigos - Cadernos do Arquivo Municipal Nº 17

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