Notícias do Arquivo | Maio 2020

 
 
 

Fundo de Emergência Social - apoio à CulturaFundo de Emergência Social
Regras de funcionamento

Tendo em vista proteger a atividade cultural e criativa na cidade de Lisboa, através da mitigação dos prejuízos incorridos em resultado da pandemia de COVID-19, a Câmara Municipal de Lisboa criou um regime extraordinário para atribuição de apoios financeiros urgentes e imediatos aos agentes e entidades dos setores cultural e criativo. As candidaturas a estes apoios estão abertas desde 20 de abril.

Deste modo, foi definido um apoio extraordinário de um milhão de euros para projetos de dinamização da programação cultural da cidade, ao qual se podem candidatar agentes dos vários setores que integram o ecossistema cultural da cidade, nomeadamente: artes visuais, artes performativas, design, moda, literatura, património, cinema, audiovisual, sendo prioritárias as candidaturas de agentes não abrangidos regularmente por sistemas, de natureza municipal ou outra, de apoio à atividade.

Existe ainda um reforço de duzentos e cinquenta mil euros destinado a garantir a subsistência de trabalhadores independentes e entidades culturais e criativas de Lisboa que se encontrem em particular dificuldade económica.

Estas medidas extraordinárias, juntam-se a outras, já anunciadas anteriormente pela autarquia para a Cultura, e que pode consultar aqui.

Pode obter informações mais detalhadas relativas a estas medidas na
Loja Lisboa Cultura.

Câmara Municipal de Lisboa, arquivo [entre 189- e 193-] | Editor: Edição Costa c. 1892- c. 1937 | Código de referência: PT/AMLSB/BPI/0000477
Bilhetes Postais Ilustrados
Coleção disponibilizada na base de dados

Acabamos de disponibilizar na nossa base de dados uma coleção Bilhetes Postais Ilustrados (BPI). Trata-se de um conjunto documental composto por 855 bilhetes postais editados, aproximadamente, entre 1880 e 1940, desconhecendo-se o contexto de produção deste conjunto documental. O único instrumento de descrição que o Arquivo Municipal de Lisboa possui é um inventário manuscrito, elaborado na década de 80 do século XX.

O gosto pelo postal ilustrado data do final da década de oitocentos, tendo este circulado em Portugal com enorme profusão. Desde o final do século XIX foram vários os editores, nacionais e estrangeiros, que se fixaram em Lisboa dando relevo à edição do postal. Devido à sua capacidade técnica e financeira foram colocadas no mercado grandes coleções, que chegaram até nós em lote ou individualmente.

Lisboa Natura 2020
Chamada para vídeos prolongada até 31 de maio

 A chamada para vídeos para o primeiro festival ecovídeo de Lisboa, o Lisboa Natura 2020 foi prolongada até dia 31 de maio. Tendo a linguagem vídeo como suporte criativo, o Lisboa Natura 2020 assume-se como uma proposta de leitura, registo e memória da Natureza na cidade de Lisboa, que incentiva a documentação de realidades do mundo natural, passado e presente, mas também de novas paisagens, sentidos e conteúdos, possíveis ou idealizáveis.

O desafio pode passar por aproveitar este tempo de isolamento e registar, por exemplo, esta cidade quase deserta vista da sua janela, os seus espaços, a Natureza que a envolve, ou recorrer ao seu arquivo vídeo e daí fazer nascer um novo projeto.

As regras para participação estão disponíveis online e a inscrição deve ser efetuada através de formulário próprio. Do júri que fará a seleção de filmes a exibir em setembro na Estufa Fria, fazem parte Ilda Teresa Castro, Inês Gil, Lauro António, Paula Craveiro e Teresa Castro.

O Festival Lisboa Natura 2020 é promovido pelo Arquivo Municipal de Lisboa | Videoteca, terá lugar em setembro na Estufa Fria, e está inserido no programa da Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

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Declaração de Ética e Boas Práticas disponível para consulta
Os Cadernos do Arquivo Municipal, revista científica da Câmara Municipal de Lisboa, publicaram a sua Declaração de Ética e Boas Práticas, disponível on-line a partir da página do Arquivo Municipal de Lisboa.

Esta declaração tem como base o COPE (Código de Conduta e Normas de Boas Práticas para Editores de Revistas do Comité sobre Ética na Publicação, disponível aqui) e apresenta as responsabilidades das partes envolvidas na publicação: Conselho Científico e Conselho Editorial, coordenadores científicos, autores e avaliadores científicos.
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Chamada para artigos[Registo da Consulta do Senado da Câmara de Lisboa sobre a etiqueta das precedências a observar no juramento da constituição política da monarquia, de modo a que os encarregados das cerimónias saibam como proceder]1822-10-31 AML-AH, Chancelaria Régia, Livro 4º de registo de consultas de D. João VI , f. 191 PT/AMLSB/CMLSBAH/CHR/003/0070/0129069
Cadernos do Arquivo Municipal Nº 14
"A Revolução Liberal e a Monarquia Constitucional (1820-1910)"

Encontra-se aberto o período de receção de propostas de artigos para o número 14 da revista científica Cadernos do Arquivo Municipal.

Dedicado ao tema "A Revolução Liberal e a Monarquia Constitucional (1820-1910)", este número terá a coordenação de José Manuel Louzada Subtil (UAL – Universidade Autónoma de Lisboa).

Este número dos Cadernos e o que se seguirá, pretendem criar um espaço aberto e pluridisciplinar que possa, de forma criativa, acolher autores e textos originais e singulares sobre os mais diversos temas referentes ao período entre as vésperas da revolução de 1820 e o final do regime monárquico.

Data limite de entrega: 30 de junho de 2020
Informações: am.cadernos@cm-lisboa.pt | Telef. +351 213 807 100

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[O infante D. Duarte critica o concelho de Lisboa por ter sido responsável por um surto de peste] | Código de referência: PT/AMLSB/CMLSBAH/CHR/0447/0332
Prevenção de surtos epidemiológicos
Carta do Infante D. Duarte: "(...) que os naujos e gente Jmpedidos de Peste se lancem loguo fora (...)

Em contexto de pandemia por Covid-19, o governo português tem promulgado legislação que permite agilizar a implementação de medidas extraordinárias e temporárias de resposta à situação epidemiológica.

A definição de uma estratégia de atuação para evitar a propagação em larga escala de infeções nas comunidades, empreendida por meios de prevenção, de contenção e de mitigação, não constitui um marco pioneiro e exclusivo do início da segunda década do século XXI. Ao longo do tempo, foram vários os momentos em que houve intervenção do poder central de forma a prover e a sustentar iniciativas que tentassem controlar, na medida dos recursos existentes em cada época, a propagação de doenças infectocontagiosas.

A nível municipal, também a matriz epidémica que estrutura presentemente o pulsar da cidade de Lisboa, constitui um fenómeno transversal a todos os períodos históricos.

No decurso dos diversos surtos epidemiológicos ocorridos em Portugal, no período tardo medievo e moderno, tal como no presente, também os agentes do poder concelhio foram chamados a participar ativamente na execução de diligências para prevenir e dirimir a difusão de focos infecciosos identificados e para tentar conter e mitigar os níveis de transmissibilidade em meio comunitário.

Neste âmbito, o Arquivo Municipal de Lisboa evoca um documento emitido durante o período de regência do infante D. Duarte (1422-1433), de 8 de maio, cujo teor se relaciona com a temática. Trata-se de um testemunho, entre outros, reunido nos conjuntos de cartas e de provisões régias dos núcleos da Chancelaria Régia e da Chancelaria da Cidade, que relata cenários de ameaça pestífera e que agrega ainda medidas que, embora pontuais, casuísticas e de procedimento reativo, espelham a articulação entre a Coroa, que determinava procedimentos para obstar à moléstia que atentava por via marítima.

Bairro Alto: mutações e convivências pacíficasBairro Alto: mutações e convivências pacíficas
Catálogo disponível para venda

«Com uma longa história de mais quinhentos anos, o Bairro Alto afirma--se hoje como um caso exemplar e um fenómeno de particular relevo dentro do urbanismo e da arquitetura portuguesa. Atravessando as mais variadas vicissitudes e mudanças de gosto, o Bairro Alto manteve uma identidade particular e uma dinâmica interna, contrariando uma tendência geral dos bairros do centro da cidade para a desertificação e perda de atividade social e económica. Como um organismo vivo o bairro nasce, adapta-se, transforma-se, resiste, manifestando ao longo dos séculos uma identidade própria e uma imensa capacidade de regeneração.»

Estas palavras de Hélder Carita, comissário da exposição promovida pelo Arquivo Municipal de Lisboa em 2012 para assinalar os 500 anos do Bairro Alto, iniciam o catálogo que resultou dessa mesma mostra que teve lugar no Palácio Pombal. Para além deste catálogo ainda disponível para venda, pode visualizar na página de youtube da videoteca os dois documentários, "Bairro Alto: 500 anos" e "Bairro Alto - Mutações e convivências pacíficas".


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