Notícias do Arquivo | Março 2020

 
 
 
Pormenor do Edital com o discurso da Vereação eleita na primeira sessão da Câmara Constitucional. 13-12-1822

Chamada para artigos
Cadernos do Arquivo Municipal N.º 14
"A Revolução Liberal e a Monarquia Constitucional (1820-1910)"

Encontra-se aberto o período de receção de propostas de novos artigos para o número 14 da revista científica Cadernos do Arquivo Municipal.

Dedicado ao tema "A Revolução Liberal e a Monarquia Constitucional (1820-1910)", este número terá a coordenação de José Manuel Louzada Subtil (UAL – Universidade Autónoma de Lisboa).

Este número dos Cadernos e o que se seguirá, querem criar um espaço aberto e pluridisciplinar que possa, de forma criativa, acolher autores e textos originais e singulares sobre os mais diversos temas referentes ao período entre as vésperas da revolução de 1820 e o final do regime monárquico.

Data limite de entrega: 30 de junho de 2020
Informações: am.cadernos@cm-lisboa.pt | Telef. +351 213 807 100

Olhar Cassiano
Concurso de fotografia terá início em Abril

Integrado na iniciativa Olhar Cassiano, o Arquivo Municipal de Lisboa está a preparar um concurso de fotografia com a finalidade de assinalar o 50º aniversário da morte do arquiteto Cassiano Branco (1970-2020), de cujo espólio somos detentores.

O concurso, cujo regulamento pode ser consultado on-line, destina-se ao público em geral, e vai decorrer entre 1 de abril e 30 de junho de 2020. Os seus objetivos são sensibilizar o público para a arquitetura de Cassiano Branco em Portugal, desafiar a descoberta e divulgação de facetas menos visíveis da sua arquitetura, e promover a fotografia de arquitetura como meio de expressão.

As fotografias apresentadas a concurso deverão refletir e considerar na sua composição e/ou enquadramento, o registo das manifestações, características ou especificidades das obras arquitetónicas deste arquiteto em Portugal.

Ainda no âmbito desta efeméride, irá decorrer a 22 de abril, o colóquio Cassiano Branco, 50 anos depois, o qual conta com a coordenação científica de Paulo Tormenta Pinto (ISCTE/IUL), e que terá lugar na Fundação Calouste Gulbenkian.

Concurso de fotografia: 1 de abril a 30 de junho - regulamento
Colóquio: 22 de abril -
programa

Saber mais
Visita guiada à exposição "Contos Contos de Lisboade Lisboa"
Exposição de Mónica de Miranda

Os curadores Bruno Leitão e Sofia Castro irão fazer uma visita guiada à exposição de Mónica de Miranda "Contos de Lisboa" a 14 de março pelas 15h00. Esta visita, de entrada livre, necessita de marcação prévia por telefone ou e-mail.

A exposição "Contos de Lisboa" que está patente ao público até 16 de maio na rua da Palma 246, "propõe encontrar uma forma de entender o arquivo não como algo estático, mas pelo contrário como algo em mutação. Um arquivo que provoque uma releitura da história da cidade e das suas identidades, a memória dos seus territórios, dos seus processos de resistência e afirmação. Um arquivo que mostra uma cidade que se reivindica também por se reinventar."*

Há cerca de 10 anos, Mónica de Miranda iniciou este projeto, fotografando vários bairros localizados ao longo da denominada Estrada Militar, alguns dos quais foram, entretanto, demolidos. 6 de Maio, Azinhaga dos Besouros, Fim do Mundo, Mira Loures ou Talude, são alguns desses locais.

Nesta exposição não se mostram no entanto as imagens captadas nesses Bairros, mas imagens trabalhadas pela artista após um "processo artístico de reflexão sobre uma geografia composta por várias geografias, um tempo que se explica em muitos tempos"*.

* Bruno Leitão

Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico
Rua da Palma, 246 - 1100-394 Lisboa
Visita guiada: 14 de março, 15h00
(Marcação prévia: 218 844 060 / arquivomunicipal.servicoeducativo@cm-lisboa.pt)
Exposição: até 16 de maio
Entrada livre
Chamada para vídeos até 15 de abril
Primeiro festival ecovídeo de Lisboa

Continua a decorrer a chamada para vídeos para o primeiro festival eco-vídeo de Lisboa, o Lisboa Natura 2020. Este festival é promovido pelo Arquivo Municipal de Lisboa | Videoteca e está inserido no programa da Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

Tomando a linguagem vídeo como suporte criativo, Lisboa Natura 2020 assume-se como uma proposta de leitura, registo e memória da Natureza na cidade de Lisboa, que incentiva a documentação de realidades do mundo natural passado e presente mas também de novas paisagens, sentidos e conteúdos, possíveis ou idealizáveis.

Os conteúdos temáticos deverão incluir, por exemplo, a memória ambiental e/ou novas imagéticas; o espaço público do município – e.g. jardins, parques, miradouros, ruas, Tejo e zona ribeirinha; espaços interiores do município – e.g. património histórico e cultural; dicotomia espaço público/espaço privado; dialogia espaço natural/espaço urbano; imaginar/sugerir novos cenários e situações ideais para a cidade; utopias e distopias; domínios científico, artístico, ativista; a luz, o som; ambientes da cidade e o arquivo natural.

A chamada para vídeos encontra-se aberta até 15 de abril, através de formulário próprio disponível online.

Saiba mais sobre a iniciativa e conheça as regras para inscrição.

Saber mais

Conversas foto-fílmicas
Colectivo Gato Aleatório e Francisco Tropa, são os convidados deste mês

Neste mês irão decorrer duas conversas foto-fílmicas: uma a 5 de março na Videoteca com o Colectivo Gato Aleatório, e outra a 26 de março no Fotográfico com Francisco Tropa, ambas com início às 19h00.

Na sessão de dia 5 de março, o Colectivo Gato Aleatório, organizador do "Movimento - oficina colaborativa de cinema", irá abordar o tema das práticas de criação colaborativa em cinema, e contará com a moderação de Rodrigo Lacerda (CRIA).

Já a sessão de dia 26 de março vai ter lugar no arquivo Fotográfico, e terá convidado Francisco Tropa. Partindo das peças mais recentes, o artista será convidado a dialogar com o público numa reflexão que aborda as principais temáticas e questões, bem como as obras mais emblemática da sua prática. Esta conversa terá a moderação de Filippo De Tomasi (ICNOVA).


Colectivo Gato Aleatório: 5 de março, 19h00
Arquivo Municipal de Lisboa | Videoteca
Largo do Calvário, nº 2 - 1300-113 Lisboa

Francisco Tropa: 26 de março, 19h00
Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico
Rua da Palma, 246 - 1100-394 Lisboa
Entrada livre
Aviso sobre o fornecimento de mantimentos aos operários da obra do convento de Mafra

Obra maior do barroco português, com uma escala superlativa sem paralelo na arquitetura portuguesa, o Real Edifício de Mafra, ou seja, o complexo convento, palácio real e basílica, foi erigido na primeira metade do século XVIII, no reinado de D. João V e por vontade inexorável do próprio monarca.

Este documento do mês, diz respeito à face menos visível do ilustre empreendimento régio. Se os números que caracterizam a obra feita impressionam, é preciso lembrar que também a logística associada ao suporte e garantia dos trabalhos foi, certamente, e por reflexo da magnitude da obra, impressionante. Só em 1730, ano da sagração da basílica, calculou-se em 45.000 os operários envolvidos na obra, número que teve variações significativas conforme os diferentes estádios e necessidades ao longo da sua construção. Os desafios eram ciclópicos e, para garantir a permanência e subsistência de trabalhadores e o ritmo dos trabalhos, foi necessário planear uma cadeia de abastecimento de víveres de forma a assegurar o fornecimento de provisões.

Datado de 18 de julho de 1729, assinado pelo Secretário de Estado Diogo de Mendonça Corte Real, e dirigido ao escrivão da Câmara de Lisboa, Manuel Rebelo de Palhares, este breve documento revela-nos a ordem real para resolver o problema do fornecimento de mantimentos aos operários envolvidos na edificação deste convento.


Próximo mês


Tome notaTome nota

Cassiano Branco 50 anos depois
Colóquio Nacional | Fundação Calouste Gulbenkian
Lisboa Natura 2020 - Festival Ecovídeo
Encerramento da chamada para vídeos

SítioFacebookEndereço eletrónicoInstagramTwitter

Câmara Municipal Lisboa | Direção Municipal Cultura | Departamento Património Cultural | Divisão Arquivo Municipal

AGENDA