Notícias do Arquivo | Novembro 2020

 
 
 

© AML | Cassiano Branco, Trabalhos a realizar nos corredores, palco e cúpula do coliseu dos Recreios. Planta da sala e cúpula, 1929Olhar Cassiano 50 anos após a sua morte
Colóquio Nacional e conversa com Edgar Pêra recordam Cassiano Branco

No âmbito da evocação dos 50 anos da morte do Arquiteto Cassiano Branco (1970-2020), o Arquivo Municipal de Lisboa, de cujo espólio é detentor, tem vindo a desenvolver ao longo de 2020 um conjunto de iniciativas para assinalar esta efeméride.

A 3 novembro iremos promover na Fundação Calouste Gulbenkian o Colóquio Nacional "Cassiano Branco, 50 anos depois", uma iniciativa desenvolvida em parceria com o ISCTE/IUL e com a coordenação científica de Paulo Tormenta Pinto. Para este olhar sobre Cassiano Branco convidamos um alargado conjunto de oradores, entre os quais se encontram, por exemplo, Ana Tostões, Raquel Henriques da Silva, Gonçalo Canto Moniz, José Manuel Fernandes, José Neves, José António Bandeirinha, Nuno Távora e Jorge Figueira.

Neste dia será também lançado o livro "Cassiano Branco (1897-1970) Arquitetura e Artifício”, de Paulo Tormenta Pinto, uma co-edição do Arquivo Municipal de Lisboa.

O encontro terá participação presencial, mas será também transmitido através do nosso canal de youtube.

A 20 de novembro, iremos promover uma conversa entre Paulo Tormenta Pinto e Edgar Pêra, sobre o filme por este realizado, "A Cidade de Cassiano". Esta iniciativa terá transmissão on-line também no youtube.

A vasta e diversificada obra de Cassiano Branco, de grande riqueza formal, desenvolvida entre meados dos anos 20 e o final da década de 1960, afirmou-o como um dos arquitetos que mais indelevelmente marcam não só a primeira geração moderna, mas a história da arquitetura portuguesa da primeira metade do século XX, de que é, seguramente, um dos mais conhecidos e estudados.

Conheça o programa do colóquio e todas as iniciativas desenvolvidas no âmbito do "Olhar Cassiano" no nosso site.

Daniel Blaufuks apresenta "Éden" no Arquivo Fotográfico
Exposição permanece até janeiro

Está patente ao público desde dia 16 de outubro no Arquivo Fotográfico a exposição "Éden" de Daniel Blaufuks, com a curadoria de Sofia Castro, e integra a iniciativa Olhar Cassiano, que assinala o 50º aniversário da morte do Arquiteto Cassiano Branco.

A mostra apresenta uma seleção da série de provas intitulada "cinema paraíso. memória descritiva" datada 1991, que integra o acervo do Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico e propõem o (re)encontro com um dos projetos mais emblemáticos do Arquiteto Cassiano Branco.

Daniel Blaufuks captou nesta série, aspetos e detalhes da arquitetura do Cinema Éden, imagens que são hoje objetos preciosos e pretexto para a reflexão do valor da memória e da importância dos arquivos fotográficos.

"Éden" pode ser visitada até 9 de janeiro de 2021, de segunda a sexta-feira, entre as 10h00 e as 18h00, seguindo todas as normas da Direção Geral da Saúde.

Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico
Rua da Palma, 246 - 1100-394 Lisboa
Exposição: até 09 de janeiro de 2021
Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 18h00
Entrada livre


A Árvore que eu souGraça Sarsfield traz a público "A árvore que eu sou"
Exposição integra o programa de Lisboa Capital Verde Europeia 2020

...terra, ar, luz
meu alimento
tudo é verde
não há escuridão
não estou desenquadrada
não saí de mim
estou em harmonia...

Graça Sarsfield

O Arquivo Fotográfico apresenta ainda até dia 9 de janeiro de 2021 uma instalação que conta com a curadoria de Sofia Castro e que que surge na sequência do convite a Graça Sarsfield. A árvore que eu sou, dá o título à instalação que tem como foco o arquivo pessoal e autoral da fotógrafa, que desenvolveu um álbum de fotografia/livro de artista.

Integrado na programação da Lisboa Capital Verde Europeia, este projeto desenvolve a relação particular da fotógrafa com o mundo vegetal, compreendendo registos que vão do retrato à paisagem.

Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico
Rua da Palma, 246 - 1100-394 Lisboa
Exposição: até 09 de janeiro de 2021
Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 18h00
Entrada livre



a imagem contextualizada, conversa com os autores
|a imagem contextualizada | visitável até dezembro
Conversa com os autores disponível on-line

A edição de 2020 da mostra |a imagem contextualizada| que traz a público o trabalho dos jovens fotógrafos Ânia Pais, Beatriz Banha, Cláudia Sequeira e Francisco Painço Santos, e que está patente ao público na sala de leitura do Arquivo Fotográfico, foi prolongada até 18 de dezembro.

"Fez-se noite", "00.33.", "Penny for your Thoughts" e "Aetherius", são as propostas destes jovens artistas cuja conversa com Orlando Santos gravamos e que disponibilizamos aqui. Através desta conversa percebemos a origem e a razão de ser dos seus trabalhos e das suas escolhas técnicas, permitindo-nos conhecer melhor as suas obras que, para Orlando Franco, são "projetos que espelham um insistente questionamento em torno da fotografia e do seu potencial mnemónico". A visitar de segunda a sexta-feira, entre as 10h00 e as 18h00.

Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico
Rua da Palma, 246 - 1100-394 Lisboa
Exposição: até 18 de dezembro de 2021
Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 18h00
Entrada livre
Atividades educativasEste mês propomos...
Explorar a Baixa Pombalina e a construção de um edifício pombalino

Este mês o Serviço Educativo propõe atividades para miúdos e graúdos, que poderão ser realizadas em família ou em âmbito escolar.

Começamos o mês com uma atividade para crianças que ensina a construir um edifício pombalino, a qual traz à memória o terrível terramoto de 1 de novembro de 1755 em Lisboa e a consequente reconstrução da cidade.

Ainda neste âmbito, iremos disponibillizar a atividade "Explorar a cidade: Baixa Pombalina", para todos os que querem conhecer melhor Lisboa. Vamos partir à descoberta da Baixa Lisboeta através de documentos à guarda do Arquivo Municipal de Lisboa, promovendo uma viagem do presente ao passado. O guia será disponibilizado on-line em formato interativo e poderá ser descarregado em PDF.

Para os adultos propomos a oficina "Fotografar Cassiano", na qual os participantes, percorrendo um itinerário pré-definido, são convidados a fotografar alguns dos edifícios da autoria do Arquiteto Cassiano Branco, existentes na freguesia de Santo António, em Lisboa, local onde nasceu.

Continua disponível a atividade "Queres fazer um storyboard? desenvolvida no âmbito do Festival Ecovídeo Lisboa Natura 2020. Uma atividade educativa para fazer em casa ou nas escolas, de forma autónoma, que tem por base a visualização dos filmes premiados no primeiro Festival Ecovídeo Lisboa Natura 2020, e que ensina a construir um guião para as suas histórias ou filmes.

Conheça estas e outras atividades navegando na área Educação disponível no nosso site ou através do e-mail arquivomunicipal.servicoeducativo@cm-lisboa.pt

Chamada para artigosVista aérea do Edifício dos Serviços Administrativos da Expo 98. Plano pormenor da construção do telhado | 27-02-1997 | Autor: Homem à Máquina, fotografia | Cota: SA02-10-02
Os materiais de interesse histórico que constroem o património edificado: correlações, usos, paisagens

Encontra-se aberto o período de chamada para artigos para o nº 16 da revista científica Cadernos do Arquivo Municipal, cujo dossier temático é dedicado aos materiais de interesse histórico que constroem o património edificado: correlações, usos, paisagens.

Este número terá a coordenação científica de Marluci Menezes, António Santos Silva, e Maria do Rosário Veiga, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Portugal (LNEC).

"Os materiais de construção ajudam à definição da imagem das cidades e dos lugares, consolidando a ideia de um património construído associado a um dado ambiente físico, social e cultural. Nesses incluem-se os revestimentos, a pedra, o tijolo, a madeira, os pigmentos, o metal, enfim, um conjunto variado de matéria obtida na natureza que as sociedades humanas transformam, dando-lhes vida de diferentes formas, modos e estilos, e a partir de uma diversidade de relações, usos e combinações que, ao criar valor cultural, particularizam lugares de património."

Como podemos então olhar para o património urbano a partir dos materiais de construção com interesse histórico?

Para o dossier temático deste número, sugere-se o foco nesses materiais, visando a relação entre património edificado, conhecimento e sociedade. Propõe-se uma abordagem multidisciplinar, ampla, vasta e diversificada dos vários aspetos que influenciam a realidade patrimonial das cidades, com o objetivo de explorar aspetos diversificados da mediação entre esses materiais e património cultural.

Os artigos podem ser enviados até 31 de dezembro de 2020.

A reprodução dos documentos do Arquivo Municipal de Lisboa que possam ser necessários à elaboração de artigos será facultada gratuitamente.

Saber mais
[Fadista e guitarristas no Solar da Alegria, 194-] | PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/FEC/000281
Há fado em Lisboa
Fadista e guitarristas no Solar da Alegria

O fado ultrapassou as barreiras sociais que o ligavam à pobreza e à marginalidade e passou a ser privilégio de ricos e pobres e a frequentar os grandes salões, mas também os bairros típicos de Lisboa. Foi canção símbolo do regime salazarista, passou a "reacionário” no 25 de abril, mas continuou sempre a fazer parte da alma lisboeta e, em Novembro de 2011, foi considerado património imaterial da humanidade.

A sua origem continua por desvendar, embora existam algumas teses. No início do século XIX Lisboa era uma cidade onde a pobreza e a marginalidade cresciam, a par da prostituição, das tabernas e dos bordéis. Todo este clima era propício às canções populares e sendo uma forma de entretenimento das classes mais pobres, que se reviam neste género musical, muitas casas de fado, onde se cantava em Lisboa, surgiam nos bairros de Alfama, Castelo, Mouraria, Bairro Alto, Madragoa e andavam de mão dada com a prostituição e a marginalidade.

O fado conta uma história em que os temas são variados, mas o sentimento está sempre presente em todos eles, na tristeza, na saudade, no sofrimento ou no destino. Há quem tenha dito que o fado é a alma de um povo e que para se ser fadista, é preciso ter alma fadista, por isso o documento que destacamos este mês é uma fotografia de Ferreira da Cunha, onde é possível observar a atuação de uma fadista no Solar da Alegria.

Saiba mais sobre esta típica canção lisboeta lendo o nosso documento do mês. Boas leituras!
Próximo mês
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Concurso de Fotografia Olhar Cassiano
Entrega de Prémios
Cadernos do Arquivo Municipal
Lançamento de edição sobre a Revolução Liberal
(Un)Common Ground
Exposição

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