Notícias do Arquivo | Novembro 2021

 
 
 


© Arquivo Municipal de Lisboa | Artur Pastor, Sós na imensidão, Praia da Apúlia, [1940-1970]

Artur Pastor, em exposição no Panteão e agora também em livro

O Panteão Nacional recebe a partir de 9 de novembro, a exposição de fotografia " Artur Pastor - O Povo no Panteão", através da qual se procuram revelar diversas facetas do povo português, captadas pela lente deste fotógrafo, cujo fundo se encontra à guarda do Arquivo Municipal de Lisboa, sendo atualmente um dos mais requisitados.

Neste dia será lançado o livro "Artur Pastor", uma parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos, e que dará o mote para uma conversa com Luís Pavão e Artur Pastor (filho), moderada por Marcos Fernandes.

Numa parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa / Arquivo Municipal e a Direção Geral do Património Cultural / Panteão Nacional, a exposição tem a sua inauguração prevista para as 18h30, e ficará patente ao público até 6 de fevereiro de 2022. Sublinha-se que esta parceria da Câmara Municipal de Lisboa com outras entidades visa, também, assinalar o centenário do nascimento do fotógrafo, Artur Pastor, cuja data se comemora no próximo ano de 2022. 

Artur Pastor foi um dos mais notáveis fotógrafos portugueses do século XX e o seu acervo, composto por muitos milhares de negativos, é o mais importante repositório de imagens do Portugal rural dos anos 1940-1990, o qual deu origem em 2014, a uma grande exposição retrospetiva da sua obra e à edição de um catálogo digital.

Com mais de 200 imagens e textos de autores como Ana Saraiva, Artur Pastor (filho), Cristiana Bastos, Luís Pavão, Marcos Fernandes e Maria Carlos Radich, o catálogo "Artur Pastor" é agora editado em formato papel, e já se encontra à venda nas nossas instalações, online, no site da FFMS, bem como em algumas livrarias. (...)

Fernando Pina, 221/67 ex voto© Arquivo Municipal de Lisboa | Francisco Keil do Amaral, Escolas e cantina da fábrica Secil - Outão, Setúbal

Visitar Keil | Lançamento do catálogo do arquivo particular de
Francisco Keil do Amaral

VISITAR KEIL reúne, entre novembro de 2021 e maio de 2022, um conjunto de iniciativas que destacam um dos mais importantes arquitetos portugueses do século XX, Francisco Keil do Amaral, responsável por uma vasta e significativa obra, teórica e construída, decisiva para a afirmação de uma plena consciência moderna na arquitetura do nosso país.

Este mês convidamo-lo a marcar presença no lançamento da edição digital do "Catálogo do Fundo Francisco Keil do Amaral", que decorrerá no dia 24, pelas 18h30, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, que contará com a presença da Professora Doutora Ana Tostões, que apresentará uma conferência sobre o percurso deste arquiteto e sobre a sua obra.
(...)

Alberto Carlos Lima,sala de aula de escola primária, 1900© Arquivo Municipal de Lisboa | Fotografia da sala de exposições 

Lançamento de catálogo de Valter Vinagre e Feira do Livro de Fotografia

Continuam em exibição no Arquivo Fotográfico as exposições de Valter Vinagre, Homem Morto Passou Aqui, Aqui Lisboa: Anos 80 de José Vieira Mendes e Paperworks (See/Sea) de Maija Annikki Savolainen, bem como o projeto fotográfico de Fernando Pina, 221/67 - ex-voto, que dá corpo à edição de 2021 do projeto |a imagem contextualizada|.

No dia 25 de novembro, pelas 18h00, Valter Vinagre apresenta o livro "Homem Morto Passou aqui" e fará uma visita guiada à exposição que estará patente ao público até 28 de janeiro.

"Homem Morto Passou Aqui” é resultado de um trabalho de cerca de cinco anos de Valter Vinagre realizado em Portugal – território preferencial e recorrente dos seus projetos fotográficos –, como palco dos diversos confrontos ocorridos durante as Invasões Francesas.

No dia 28 de novembro, Valter Vinagre marcará presença na Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, que este ano terá lugar no IPCI - Instituto de Produção Cultural e Imagem, nos dias 26, 27 e 28 de novembro.

O Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico estará presente nesta edição da feira, onde poderá adquirir algumas das nossas publicações relacionadas com fotografia, nos seguintes horários: sexta-feira, 26, entre as 17h e as 20h, sábado, 27, entre as 11h e as 19h, e domingo, 28, entre as 11h e as 19h. (...)

© Arquivo Municipal de Lisboa

Das invasões francesas à Monarquia Constitucional

Está disponível a edição online do catálogo de fontes documentais Das Invasões Francesas à Monarquia Constitucional.

Esta edição reúne informação da Chancelaria Régia e da Chancelaria da Cidade compulsada com o objetivo de divulgar documentos de atos administrativos produzidos ao longo do século XIX, no âmbito das competências da Câmara de Lisboa e que, não obstante as circunstâncias políticas e institucionais que os moldaram, espelham formas de atuação e procedimentos em matéria de gestão municipal.

A publicação decorreu de um trabalho prévio de seleção, análise e tratamento documental realizado em torno das iniciativas associadas às comemorações do bicentenário da Revolução Liberal, evocado em dezembro do ano transato, e visou contribuir para o subsídio e consolidação de abordagens multidisciplinares atinentes ao período cronológico que antecede, acompanha e procede a Revolução de 1820.
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Crianças com balões, 192- © Arquivo Municipal de Lisboa | Gravura, Ruína da Igreja de São Nicolau

Serviço Educativo | O terramoto de 1755

Este mês a nossa proposta educativa tem por base a tragédia ocorrida a 1 de novembro de 1755, que devastou uma parte da cidade de Lisboa. Para além das atividades preparadas para as crianças do 4º ano, O dia em que Lisboa tremeu, e para o 6º ano, A catástrofe de 1755, integrada no programa DESCOLA, sugerimos a visualização dos documentários produzidos pela Videoteca, Hospital de Todos os Santos e Avenida da Liberdade.

Estes dois documentários testemunham o impacto do terramoto na organização e planeamento urbano da cidade, quer no desaparecimento deste importante hospital de Lisboa dos séculos XVI a XVIII, quer na génese de uma das artérias mais importantes da nossa cidade, a Avenida da Liberdade, que substituiu o Passeio Público, jardim idealizado por Marquês de Pombal e concebido pelo arquiteto Reinaldo Manuel dos Santos em 1764, depois do devastador terramoto que assolou a capital.

 Pormenor, desenho do jazigo particular nº 703, cemitério dos Prazeres© Arquivo Municipal de Lisboa |Pormenor, desenho do jazigo particular nº 703, cemitério dos Prazeres

Documento do mês | Os jazigos particulares de Luz Soriano

Entre o extenso acervo à guarda do Arquivo Municipal de Lisboa encontram-se 14467 processos de jazigo particular1 referentes às edificações existentes nos sete cemitérios do município da capital portuguesa. Deste conjunto, 6350 documentos pertencem ao 1º cemitério-Alto de São João; 6692 ao 2º cemitério-Prazeres; 788 ao 3º cemitério-Ajuda; 399 ao 4º cemitério-Benfica; 107 ao 5º cemitério-Olivais; 125 ao 6º cemitério-Lumiar e seis ao 7º cemitério-Carnide.

O documento em destaque deste mês é uma peça desenhada do jazigo particular 703 (do processo de jazigo 7492), inicialmente propriedade de Simão José da Luz Soriano. Figura incontornável da historiografia portuguesa, Luz Soriano foi historiador, político e escritor, tendo sido um acérrimo defensor do movimento liberal iniciado em 1820. A ele se deve boa parte do conhecimento deste período que desencadeou mudanças significativas na estrutura política, social e económica de Portugal, através de obras como "História da Guerra Civil”, "Vida do Marquês de Sá da Bandeira”, "Utopias Desmascaradas do Sistema Liberal em Portugal”, "Revelações da Minha Vida e Memórias de Alguns Factos e Homens meus Contemporâneos”, entre outras. Em 2021 assinalam-se 130 anos da sua morte.

A construção do jazigo de Luz Soriano no Cemitério dos Prazeres foi autorizada em 10 de outubro de 1850,conforme requerimento que consta do processo, onde é mencionado o letreiro a ser gravado no jazigo, "Jazigo de Simão José da Luz Soriano, e de alguns seus íntimos amigos”. (...)



Em dezembro continuam...

  • Artur Pastor - O Povo no Panteão
  • Homem Morto Passou Aqui, Valter Vinagre
  • Aqui Lisboa: Anos 80, José Vieira Mendes
  • Paperworks (See/Sea), Maija Annikki Savolainen

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Câmara Municipal Lisboa | Direção Municipal Cultura | Departamento Património Cultural | Divisão Arquivo Municipal

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