Notícias do Arquivo | Outubro 2021

 
 
 


© Arquivo Municipal de Lisboa | Instalações do Arco do Cego

Arquivo Municipal | Encerramento do Arco do Cego

A partir do mês de outubro as instalações do Arquivo Municipal de Lisboa, localizadas no Bairro do Arco do Cego, vão encerrar para se proceder à transferência do acervo documental lá existente, para as instalações do Bairro da Liberdade, libertando aquele edifício para outro tipo de ocupação municipal.

Prevê-se que a documentação agora transferida fique de novo disponível para consulta a partir de janeiro de 2022. (...)


Fernando Pina, 221/67 ex voto© Fernando Pina | 221/67 ex-voto

|a imagem contextualizada| 221/67-ex-voto

O Arquivo Fotográfico voltou a abrir as suas portas em setembro para acolher as exposições de Valter Vinagre, José Vieira Mendes e Maija Annikki Savolainen, esta última integrada na programação do Festival Imago Lisboa 2021.

A partir de 14 de outubro, além de Homem Morto Passou Aqui, Lisboa: Anos 80 e Paperworks (See/Sea), poderá visitar o projeto individual de Fernando Pina, 221/67 - ex-voto, que dá corpo à edição de 2021 do projeto |a imagem contextualizada|. Este trabalho é o produto da investigação e interpretação realizadas a partir dos álbuns fotográficos de guerra do soldado 221/67, um típico soldado português, de proveniência modesta, que nasceu e cresceu no interior do país, e que combateu na guerra colonial. (...)


Alberto Carlos Lima,sala de aula de escola primária, 1900© Arquivo Municipal de Lisboa | Alberto Carlos Lima, sala de aula de escola primária, 1900

Cadernos do Arquivo Municipal | Chamada para artigos

Está aberta até 31 de dezembro a chamada para artigos para o nº 18 dos Cadernos do Arquivo Municipal, que terá como tema as "Artes de educar: emergência e edificação do paradigma escolar moderno (meados do século XVIII, primeiro quartel do século XX)".

O número contará com a coordenação científica de Jorge Ramos do Ó (IE-ULisboa) e Carlota Boto (FE-USP), e pretende mapear, identificando-os na sua própria proveniência histórica, um conjunto amplo de instituições públicas, experiências pioneiras e discursos pedagógicos inovadores que estiveram na génese e consolidação de uma intenção educativa explícita a partir da Era Moderna e que, no caso português e a partir do Estado, se desenvolve com a expulsão dos jesuítas e sob o efeito do grande terramoto de Lisboa, cujo impacto foi amplamente visível em todo o Ocidente.

Procura-se assim, com esta edição dos Cadernos do Arquivo Municipal, e a partir de investigações específicas, contribuir para a inteligibilidade de toda uma operação civilizacional que foi articulando, de modo crescentemente eficaz e substantivo, as esferas do poder com as do saber. (...)


© Arquivo Municipal de Lisboa

Disponível para venda | Eu nem sabia que Marvila existia

"Com a participação de moradores e de investigadores de diversas áreas de trabalho (como o urbanismo, a arquitetura, a filosofia ou a história), 'EU NEM SABIA QUE MARVILA EXISTIA' propõe um trajeto pela maior mas também das mais desconhecidas freguesias de Lisboa: Marvila. O texto remonta as conversas entre estes diversos intervenientes, que tiveram lugar ao longo de dois anos em diversos bairros desta freguesia, como se de uma única conversa, sem princípio nem fim, se tratasse. Uma conversa que projeta na paisagem do presente os múltiplos e complexos passados, e os futuros possíveis, de Marvila."

Eu nem sabia que Marvila existia resulta de um conjunto de encontros que decorreram em Marvila, entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020, organizados no âmbito do terceiro momento do ciclo "O que é o Arquivo?” (laboratório Cidade/Arquivo: espaço expectante) e da terceira edição da TRAÇA – mostra de filmes de arquivos familiares, e está agora disponível para venda na Loja BLX e nas instalações do Arquivo Municipal de Lisboa. (...)

 


Crianças com balões, 192- © Arquivo Municipal de Lisboa | Constrói a tua Bandeira Nacional


Serviço Educativo | Atividades disponíveis

Com base em documentos sobre a história da cidade de Lisboa, desde o século XIII até à atualidade, o Serviço Educativo disponibiliza um conjunto de atividades de acordo com diferentes público-alvo, faixas etárias, necessidades e características.

Cumprindo todas as orientações da Direção Geral de Saúde, estamos preparados para enfrentar o ano letivo 2021/2022 com segurança, retomando, sempre que possível, as nossas atividades presenciais.

Para além das atividades incluídas no DESCOLA, oferecemos outras que pode conhecer neste guia, e que podem ser agendadas junto do Serviço Educativo. No nosso sítioestão ainda disponíveis propostas de desafios criativos que podem realizadas de forma autónoma, e um conjunto de sugestões que podem servir como materiais de apoio à sala de aula.

E porque estamos no mês em que se assinala a Implantação da República em Portugal, deixamos como sugestão, a atividade
Constrói a tua Bandeira Nacional, uma proposta educativa através da qual pretende ajudar os mais novos a conhecer os símbolos da Bandeira de Portugal. (...)



Feira das Indústrias Portuguesas, Lisboa - Página 26© Arquivo Municipal de Lisboa | Feira das Indústrias Portuguesas, Lisboa - Página 26

Documento do mês | O projeto das instalações da FIP

As instalações da Feira das Indústrias Portuguesas (FIP), cuja construção se desenvolveu entre 1952 e 1957, é definido por Ana Tostões, Irisalva Moita e Francisco Pires Keil do Amaral, como "obra exemplar na recriação e invenção, adaptou princípios funcionalistas à realidade tecnológica e aos materiais disponíveis no país, com empirismo, numa atitude clara de adequação da forma à realidade do programa e do funcionamento.”, que este Documento do Mês (um plano de conjunto assinado pelos arquitetos Keil do Amaral e Alberto Cruz, com escala de 1:100 e 865x435 de dimensão, sem data), evidencia.

Os mesmos autores destacam a singularidade desta obra no contexto da arquitetura portuguesa, considerando a tecnologia utilizada e o seu programa, que permitiu cobrir um vão de 40 metros com a maior economia. Para tal, "os arcos de betão armado que constituem o corpo principal são assentes no solo travado por madres de betão pré-esforçado e cobertos por chapa ondulada.

À primeira fase de construção, sucede-se uma outra com início em 1960, finalizada em 1964, também sob o traço de Keil do Amaral e Alberto Cruz, que os autores descrevem da seguinte forma: "Apenso ao grande plano da nave de exposições, um fino volume de horizontalidade acentuada suspenso em pilotis marca e protege a entrada deste novo corpo. (…) corresponde ao corpo perpendicular e ligado por passagem superior ao grande edifício. Retoma a linguagem do Movimento Moderno que é enfatizada escultoricamente com o pilar em V que suporta o estreito corpo em balanço.” (...)


Em novembro continuam...

  • |a imagem contextualizada| 221/67-ex-voto, Fernando Pina
  • Homem Morto Passou Aqui, Valter Vinagre
  • Aqui Lisboa: Anos 80, José Vieira Mendes
  • Paperworks (See/Sea), Maija Annikki Savolainen

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