História

 
 
 
História

O Arquivo Municipal de Lisboa, um dos maiores do país, é detentor de um acervo documental desde o século XIII à atualidade. 
Fisicamente dividido entre Campolide, Arco do Cego, Largo do Calvário e Rua da Palma, tem à sua guarda documentos de extrema relevância para o estudo da cidade.



Séc. XIV
A constituição de um arquivo em Lisboa terá surgido da necessidade sentida desde cedo pelo município em guardar devidamente os documentos mais importantes relativos à cidade e aos seus habitantes, o que terá acontecido no início do século XIV, com a criação do cargo de Escrivão do Concelho, a quem coube a função de gerir toda a documentação produzida. Inicialmente pouco volumosa, esta documentação era guardada numa arca, conhecida como arca das escrituras, com três chaves: uma encontrava-se na posse de um Vereador, outra na do Escrivão do Concelho e a terceira na de um dos dois Juízes do Cível.



Séc. XV
Em 1433, estabelecia-se o cuidado a ter com a guarda da documentação e o uso correto da arca das escrituras, mas com uma importante inovação: os documentos deveriam ser trasladados para um livro que, na Câmara, embora preso a uma corrente, estivesse à disposição dos que necessitassem de consultar o teor desses diplomas, preservando-se os originais.


Séc. XVI
A análise do Regimento da Câmara de D. Manuel I revela que, no século XVI, a documentação estava sob custódia do Guarda da Câmara, fechada numa arca de duas fechaduras: uma das chaves encontrava-se na posse do Guarda e a outra na do Escrivão da Câmara.
Nesta época, adotou-se pela primeira vez a divisão da documentação avulsa em códices, segundo critérios de organização temática e de acordo com a procedência. Pouco tempo depois instituía-se a cópia sistemática de toda a documentação.

Séc. XVIII - XX
ForalAté ao século XVIII, crê-se que o Arquivo se tenha mantido no local de funcionamento da Câmara, na Casa de Santo António junto à Sé. Com a reunificação do Senado da Câmara, em 1741, após a divisão da cidade Oriental e Ocidental, o Arquivo instalou-se no Rossio e aqui se encontrava localizado quando se deu o Terramoto de 1755 que assolou a cidade. Durante o trágico acontecimento, a documentação foi salva quase na íntegra por Leandro da Costa Carvalho, um oficial da secretaria do Senado da Câmara e depositada precariamente numa barraca de madeira no campo de Sant’Ana, tendo, pouco tempo depois, transitado para o Palácio dos Condes de Almada.
Em 1774, o Arquivo era instalado no edifício dos Paços do Concelho onde iria permanecer até ao século XX (apenas com uma mudança temporária, junto com a Câmara, nos finais do século XVIII, para a Casa da Índia e para o Palácio da Inquisição, por decisão da rainha D. Maria I, que passou a utilizar os Paços do Concelho como Paço Real).

Séc. XX - XXI 
No início do século XX, o aumento do volume da documentação, bem como a exiguidade da sala nos Paços do Concelho estiveram na origem de uma divisão física do Arquivo em diferentes espaços da cidade.
Assim, como resultado da evolução do então criado Arquivo Administrativo, fizeram-se, na década de 30, volumosas transferências de documentação para um edifício no bairro do Arco do Cego, permanecendo nos Paços do Concelho a documentação mais antiga.
Esta veio a ser transferida para um edifício no Alto da Eira, após um incêndio em 1996, encontrando-se atualmente no Bairro da Liberdade, em Campolide.

O Alto da Eira começou por receber documentação do município na sua fase intermédia, mais tarde também transferida para o edifício de Campolide, onde hoje ainda se encontra e está disponível para consulta.
Na década de 40 do século XX, devido à necessidade de centralizar e conservar toda a produção fotográfica dispersa pelos vários serviços da Câmara, foi criado o Arquivo Fotográfico que, depois de algumas mudanças, se instalou definitivamente na rua da Palma, em 1994, permitindo o acesso ao público, com uma sala de leitura e duas salas de exposição.

Posteriormente, já em 2011, a Videoteca de Lisboa, situada no Largo do Calvário e criada em 1991, seria integrada na Divisão de Arquivo Municipal.





AGENDA