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2016-09-22 2016-12-31
Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico



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Panorâmicas de Lisboa - Rio
 
A coleção de fotografias de Judah Benoliel (1890-1968), filho do famigerado repórter fotográfico Joshua Benoliel (1873-1932), foi incorporada no acervo do Arquivo Municipal de Lisboa/Fotográfico através de vendas parcelares de 1943 a 1964 feitas pelo próprio à Câmara Municipal de Lisboa e manteve-se associada ao conjunto fotográfico do seu pai apesar das autorias estarem devidamente identificadas.

Do trabalho de Judah Benoliel destacamos um pequeno núcleo de imagens panorâmicas, de formato 6x18 cm, em suporte de nitrato de celulose, gelatina e prata, das décadas de 30 e 40 do século XX.

As fotografias representam vistas surpreendentes da cidade, num discurso nostálgico, no qual encontramos construções desaparecidas, praças despojadas de movimento rodoviário e de transeuntes com monumentos parecendo suspensos no espaço que ainda não ganhou forma, numa cidade em crescimento ainda repleta de espaços desocupados.

As panorâmicas são imagens mais luminosas, prendem o olhar contemplativo que se demora nos pormenores. O recorte do casario, a grandiosidade dos edifícios emblemáticos da cidade, a escassa presença de automóveis e a reduzida escala de quem passa num aparente ritmo lento criam o cenário urbano de uma cidade esquecida. Este tipo de fotografia adequa-se ao registo da cidade e amplia a vista sobre a sua morfologia, contemplando igualmente o recorte das formas.

RIO

 [Cais do Sodré, Praça Duque da Terceira e avenida 24 de julho] - Código de referência PT/AMLSB/JBN/003660
  [Praça do Comércio] Código de referência PT/AMLSB/JBN/003640

A presença do rio na cidade de Lisboa influencia a paisagem urbana e cria um diálogo próprio de uma cidade ribeirinha. Sempre voltada para o rio, Lisboa apresenta a praça do Comércio, espaço grandioso, que acolhe os visitantes que o atravessam, deixando ver os vários tipos de embarcações que lembram um tempo passado.

As vias rodoviárias construídas ao longo do rio permitem contemplar a luz deste elemento natural e a sua reflexão nas colinas da cidade. A azáfama ribeirinha no Cais do Sodré e a presença de pavilhões e chaminés, ao longo da avenida 24 de Julho, revelam o quotidiano da época.
Dos locais elevados vislumbra-se a cidade e o registo panorâmico adequa-se perfeitamente a estes pontos de vista. Apesar das imperfeições técnicas de algumas imagens (manchas esbranquiçadas laterais), frequentemente encontradas na fotografia panorâmica, a cidade, assim representada, proporciona um olhar amplo da paisagem ribeirinha.

23 de setembro de 2016 a 31 de dezembro | SEG./SÁB. | 10h / 19h

 

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