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Homem Morto Passou Aqui
2021-09-30 2022-01-28
AML | Fotográfico


Valter Vinagre Sem título/untitled #12. Roliça, Portugal. 17 de Agosto de 1808. 06h15. Da série "Homem morto passou aqui" 2014-2018

"Homem Morto Passou Aqui” é resultado de um trabalho de cerca de cinco anos de Valter Vinagre realizado em Portugal – território preferencial e recorrente dos seus projetos fotográficos –, como palco dos diversos confrontos ocorridos durante as Invasões Francesas.

Utilizando a paisagem para fazer a reconstituição de um legado histórico perdido na memória coletiva, o autor retrata os vários eventos das Guerras Peninsulares, ocorridos de Norte a Sul do país. Almeida, Bussaco, Chaves, Porto, Amarante, Évora e Olhão, juntamente com as Linhas de Torres Vedras, foram alguns dos locais fotografados ao longo desse tempo e respeitando o calendário dos acontecimentos que fizeram a história das três Invasões.

Neste projeto, que agora se apresenta em modo de balanço, a relação entre o desaparecido e o permanecente é sublinhada pela natureza específica do objeto fotografado: os episódios históricos referenciados pelos locais escolhidos e títulos das obras (sinalizando a data e a hora do registo) que compõem a série, em paisagens desprovidas de presença humana, suspensas no tempo e no enquadramento. Uma opção que dá bem conta do desafio a que Valter Vinagre se propôs: retrato da memória coletiva – ou o que resta dela – diluída numa paisagem geográfica e humana transmutada, convocando (meta-)fisicamente o passado.

A exposição abre ao público a 30 de setembro e fica patente até 28 de janeiro de 2022, seguindo todas as normas da Direção Geral da Saúde.

Rua da Palma, 246, 1100-394 Lisboa
Abertura: 30 de setembro, 16h00. A exposição pode ser visitada neste dia até às 22h00.

De 01 de outubro de 2021 a 28 de janeiro de 2022
Horário: Segunda a sexta, das 10h00 às 18h00, encerra aos sábados, domingos e feriado

+ informações: (+351) 218 844 060 ou arquivomunicipal@cm-lisboa.pt
Atividades Serviço Educativo: com marcação prévia
ENTRADA LIVRE



NOTA BIOGRÁFICA

Nascido em Avelãs de Caminho, concelho de Anadia, em 1954, estudou fotografia entre 1986 e 1989 no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa. Iniciou o seu percurso em finais dos anos 80.

Destacam-se as exposições individuais: Cá na Terra, Arquivo Fotográfico Municipal, Lisboa; Bored in the USA, Centro Cultural Emmerico Nunes, Sines; Espírito nas Ilhas, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil; Variações para um Fruto, Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco; Húmus, Centro Cultural de Cascais/ Fundação D. Luís I; Olha, Galeria Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Lisboa; Posto de Trabalho, Museu da Electricidade/ Fundação EDP, Lisboa; Rouge, Bleu, Mauve et Vert, Maison d’Image, Tunes, Tunísia; Da Natureza das Coisas, Travessa da Ermida, Lisboa; A Voz na Cabeça, Galeria do Parque de Escultura Contemporânea Almourol, Vila Nova da Barquinha; Do Amor Clausura, Galeria CAOS, Viseu; Sob o Signo da Lua, Casa das Artes, Tavira, Centro Cultural Raiano, Idanha-a-Nova, e Katowice Miasto Ogrodów, Polónia; Corações ao Alto, Convento de S. José, Lagoa; Não se ouve um ai, Mupi Gallery, Maus Hábitos, Porto; Boca, Casa Amarela, Castelo Branco; Sete Retratos, Sete Paisagens enquanto Retrato, Centro Cultural Raiano; Entre a Ruína e o Fogo, Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança.

Somam-se inúmeras participações em mostras coletivas, entre as quais: Topografias da Vinha e do Vinho, Cordoaria Nacional, Lisboa; Uma Extensão do Olhar, CAV – Centro de Artes Visuais, Coimbra; Pedras e Rochas, Fundação Eugénio de Almeida, Évora; Critério Visível – 150 Anos de Fotografia Portuguesa, Edifício da Cadeia da Relação, CPF, Porto; O Presente: Uma Dimensão Infinita – BESart Coleção Banco Espírito Santo, Museu Berardo, Lisboa; Um Diário da República, PhotoEspaña, Casa Museo Zavala/ Fundación Antonio Saura, Cuenca, e Galeria Slovenskej, Bratislava, Eslováquia; NDT80, Mosteiro de Tibães, Braga; Hospital, Panóptico do Hospital Miguel Bombarda, Lisboa; O Tempo e o Modo, para um retrato da pobreza em Portugal, Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos, Lisboa; Os Inquéritos (à Fotografia e ao Território): Paisagem e Povoamento, CIAJG – Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães, e Museu Nacional de Etnologia, Lisboa; A Preto & Branco na Coleção da Fundação PLMJ, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa; Segunda Natureza/ Second Nature: Portuguese Contemporary Art from the EDP Foundation Collection, MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Lisboa, e The Kreeger Museum, Washington, EUA; BF18 – Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira; Trabalho Capital # Greve Geral, Centro de Arte Oliva, São João da Madeira; Matéria para Escavação Futura, Palácio Sinel de Cordes, Trienal de Arquitectura de Lisboa.

Recebeu em 2016 o Prémio Autores da SPA para Melhor Trabalho de Fotografia com Posto de Trabalho. Foi ainda Prémio da 6ª Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira em 1999 com Corpo Insanu.




"Homem Morto Passou Aqui" is the result of around five years of work by Valter Vinagre carried out in Portugal – a preferred and recurring territory for his photographic projects – as a stage for the various confrontations that took place during the French Invasions.

Using the landscape to reconstruct a historical legacy lost in collective memory, the author portrays the various events of the Peninsular Wars, which took place from North to South in the country. Almeida, Bussaco, Chaves, Porto, Amarante, Évora and Olhão, together with the Lines of Torres Vedras, were some of the places photographed during that time and respecting the calendar of events that made the history of the three Invasões.

In this project, which is now presented in balance mode, the relationship between the disappeared and the remaining is underlined by the specific nature of the photographed object: the historical episodes referenced by the chosen places and titles of the works (signaling the date and time of registration) that make up the series, in landscapes devoid of human presence, suspended in time and frame. An option that fully addresses the challenge that Valter Vinagre proposed: a portrait of collective memory – or what remains of it – diluted in a transmuted geographical and human landscape, (meta-)physically summoning the past.

The exhibition opens to the public on September 30 and runs until January 28, 2022, following all the rules of the General Direção Geral da Saúde.

Biography

Born in Avelãs de Caminho, municipality of Anadia, in 1954, he studied photography between 1986 and 1989 at Ar.Co – Center for Art and Visual Communication, in Lisbon. It started its journey in the late 1980s.

The individual exhibitions stand out: Cá na Terra, Arquivo Municipal de Lisboa, Lisbon; Bored in the USA, Centro Cultural Emmerico Nunes, Sines; Espírito nas Ilhas, Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, Brasil; Variações para um Fruto, Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco; Húmus, Centro Cultural de Cascais/ Fundação D. Luís I; Olha, Galeria Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Lisboa; Posto de Trabalho, Museu da Electricidade/ Fundação EDP, Lisboa; Rouge, Bleu, Mauve et Vert, Maison d’Image, Tunes, Tunísia; Da Natureza das Coisas, Travessa da Ermida, Lisboa; A Voz na Cabeça, Galeria do Parque de Escultura Contemporânea Almourol, Vila Nova da Barquinha; Do Amor Clausura, Galeria CAOS, Viseu; Sob o Signo da Lua, Casa das Artes, Tavira, Centro Cultural Raiano, Idanha-a-Nova, e Katowice Miasto Ogrodów, Polónia; Corações ao Alto, Convento de S. José, Lagoa; Não se ouve um ai, Mupi Gallery, Maus Hábitos, Porto; Boca, Casa Amarela, Castelo Branco; Sete Retratos, Sete Paisagens enquanto Retrato, Centro Cultural Raiano; Entre a Ruína e o Fogo, Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança.

In addition, there are numerous participations in collective exhibitions, including: Topografias da Vinha e do Vinho, Cordoaria Nacional, Lisboa; Uma Extensão do Olhar, CAV – Centro de Artes Visuais, Coimbra; Pedras e Rochas, Fundação Eugénio de Almeida, Évora; Critério Visível – 150 Anos de Fotografia Portuguesa, Edifício da Cadeia da Relação, CPF, Porto; O Presente: Uma Dimensão Infinita – BESart Coleção Banco Espírito Santo, Museu Berardo, Lisboa; Um Diário da República, PhotoEspaña, Casa Museo Zavala/ Fundación Antonio Saura, Cuenca, e Galeria Slovenskej, Bratislava, Eslováquia; NDT80, Mosteiro de Tibães, Braga; Hospital, Panóptico do Hospital Miguel Bombarda, Lisboa; O Tempo e o Modo, para um retrato da pobreza em Portugal, Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos, Lisboa; Os Inquéritos (à Fotografia e ao Território): Paisagem e Povoamento, CIAJG – Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães, e Museu Nacional de Etnologia, Lisboa; A Preto & Branco na Coleção da Fundação PLMJ, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa; Segunda Natureza/ Second Nature: Portuguese Contemporary Art from the EDP Foundation Collection, MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Lisboa, e The Kreeger Museum, Washington, EUA; BF18 – Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira; Trabalho Capital # Greve Geral, Centro de Arte Oliva, São João da Madeira; Matéria para Escavação Futura, Palácio Sinel de Cordes, Trienal de Arquitectura de Lisboa.

In 2016, he received the SPA Authors Award for Best Photography Work with a Job. He was also awarded the 6th Biennial of Photography in Vila Franca de Xira in 1999 with Corpo Insanu.

Rua da Palma, 246, 1100-394 Lisbon
Opening: September 30, 4:00 pm. The exhibition can be visited on this day until 22:00.

From October 1, 2021 to January 28, 2022
Opening hours: Monday to Friday, from 10:00 am to 6:00 pm, closed on Saturdays, Sundays and holidays

+ information: (+351) 218 ​​844 060 or arquivomunicipal@cm-lisboa.pt
Activities Educational Service: by appointment

Free entry




 

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