Biografias

 
 
 



Júri | BIOGRAFIAS

Ilda Teresa Castro | Inês Gil | Lauro António | Paula Craveiro | Teresa Castro


Ilda Teresa de Castro é investigadora, artista e curadora. Concluiu o pós-doutoramento Paisagem e Mudança – Movimentos, cruzamento entre os Estudos Críticos dos Valores Ambientais e Animais, e o Filme, os Media Digitais e a Arte (CineLab, IfilNova). Doutorada em Ciências da Comunicação/Cinema e Televisão, (FCSH/UNL), com uma tese sobre a participação do filme na sensibilização ecológica. Formada em Cinema, na Escola Superior Teatro e Cinema (Lisboa), e em Peritos em Arte, na Escola Superior de Artes Decorativas (FRESS, Lisboa). É autora de vários ensaios; e dos livros Eu Animal − argumentos para uma mudança de paradigma – cinema e ecologia (2015); de uma trilogia sobre o Cinema Português: Animação Portuguesa, conversas com... (2004); Cineastas Portuguesas, conversas com... (2001); Curtas Metragens Portuguesas, conversas com... (1999) e do livro de bd Não Fazer Nada É que É Bom 1991-2004 (2005). Trabalha em desenho, fotografia, escultura, filme e música. Enquanto ecoartista desenvolve projectos multidisciplinares no domínio da crítica ambiental e animal. É co-autora da ópera multimedia Descartes Nunca Viu Um Macaco (2017). Os seus ecofilmes e instalações têm sido exibidos em ecofestivais e ecoconferências na Amazónia, Goa, Mexico, Funchal, Porto, Lisboa e Colares. Realizou os eco-filmes e instalações Hope Esperanza, 13´, 2018; Ecocídio, 11´, 2017; Diários de Uma Pesquisa, 21´, 2016; Vegetal Shadows, 12´11´, 2014 (versão curta); Vegetal Shadows, 45´, 2014; Herbarium, 15´45´´, 2014; Ecceidade, 12´28´´, 2014, e o art film B Bird B Boy, 24´, 2014. É fundadora da plataforma e revista online ecomedia_ecocritica_ecocinema animalia vegetalia mineraliawww.animaliavegetaliamineralia.org. Curadora de dezenas de mostras e festivais não-competitivos de cinema e vídeo (Videoteca de Lisboa, Fórum Lisboa, Accatone – Paris, Art Film Trensianske Teplice – Eslováquia, 1995-2005). Júri em festivais de cinema e video. Programa o Ecovídeo Festival LISBOA NATURA 2020.

Inês Gil é Professora na Universidade Lusófona onde leciona cinema e fotografia desde 2000. Trabalhou na UCLA Film Archive (Los Angeles) de 1994 a 1997 na edição dos outtakes de The Night of the Hunter (Charles Laughton-1955) e foi coordenadora do Arquivo de Fotografia de Lisboa do CPF até 2001. Concluiu o Doutoramento em Cinema na Universidade Paris 8 em 2002, com uma tese sobre a Atmosfera no Cinema publicada pelas Edições Gulbenkian em 2005; terminou um Pós-Doutoramento em 2010, com uma bolsa da FCT, sobre a patina cinematográfica e a sua utilização em filmes experimentais contemporâneos. Concluiu um 2º pós-doc sobre Tempo e Cinema Contemporâneo na Universidade Católica de Lisboa em 2015 em que análise o silêncio como tempo transcendente. É realizadora de documentários e de instalações em vídeo-arte e participa regularmente em júris de festivais internacionais de cinema. O seu último documentário Curtir a Pele (2019) retrata o quotidiano dos trabalhadores de uma fábrica de curtumes em Seia. Fátimas (2017), uma encomenda para a RTP, apresenta a relação atribulada de três mulheres com o seu nome. Em Onde Moras (2016) descobrimos o mosteiro do Lumiar onde vivem uma comunidade de Dominicanas não conformistas. Sangue na Guelra (2014) foi filmado na escola intercultural da Reboleira, no Projeto 12-15 que dá uma última oportunidade de terminar a escolaridade a jovens em dificuldade. Na sua primeira instalação vídeo, Os Viajantes do Tempo (2011), uma série de gêmeos embarcam na Arca de Noé. Gratia Pela (2018), um díptico, apresenta uma interpretação contemporânea da Anunciação.

Lauro António. Licenciado em História, pela Faculdade de Letras de Lisboa (1967). Director de diversos Festivais de Cinema entre os quais o Cine Eco (Cinema e Ambiente), Seia, Serra da Estrela, 1995-2010. Júri de diversos Festivais de Cinema, em Portugal e no estrangeiro. Coordenador do grupo "Cinema e Audiovisual”, do Ministério da Educação, encarregue de integrar esta disciplina no sistema de ensino português (1990-93). Professor adjunto no Curso de Tecnologias de Comunicação Audiovisual, do Instituto Politécnico do Porto. Professor de cinema e audiovisual (IADE, ISCEM, Universidade Nova, Cine Forum do Funchal, Universidade Moderna (I@T). Co-coordenador da primeira Pós-graduação sobre Cinema e Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (2017). Realizador dos filmes Manhã Submersa e O Vestido Cor de Fogo, e de diversas séries de televisão (RTP). Melhor Filme de 1980 (Manhã Submersa); Melhor Realizador (Manhã Submersa). Melhor Actriz: Eunice Munoz (Manhã Submersa), 1980; Melhor Actriz: Adelaide João (Mãe Genoveva), 1986. Crítico e ensaísta de cinema com dezenas de obras publicadas. Director de diversas publicações de cinema e vídeo. Autor do programa O Musical no Cinema (Antena 2, 1997-2000). Autor e encenador de teatro e dirigente cineclubista. Director de programação das salas de cinemas de arte e ensaio, Estúdio Apolo 7O (1969 -1985); Caleidoscópio (1973-1975) e Foco, no Porto (1972-1974). Coordenador do Forum Académico de Cinema do Porto (no ISEP), das sessões de Cine Clube da Biblioteca Museu da República e Resistência, das sessões "The Wonderfull- Cinematógrafo” do São Luiz e de diversas Masterclass em cinema (2010-2017). Foi durante seis anos conselheiro da TVI para a área do cinema e autor, e apresentador do programa "Lauro António Apresenta…”. Presentemente é autor de vários blogues, entre os quais "Lauro António Apresenta”.
Comendador da Ordem do Infante D. Henrique (2018); Prémio Carreira - Academia Portuguesa de Cinema (2018); Prémio Carreira, Fantasporto (2018); Medalha de Ouro de Mérito, Sociedade Portuguesa de Autores; Medalha de Ouro de Mérito Cultural, Câmara Municipal de Oeiras.

Paula Craveiro é licenciada em Engenharia Agro-Pecuária e frequência em Arquitetura Paisagista, com experiência profissional na Construção, Manutenção e Gestão de Jardins desde 1996, ano em que iniciou a sua actividade profissional na Câmara Municipal de Lisboa. É formadora creditada desde 2004, em organismos públicos e privados, nos cursos de Manutenção de Jardins e Botânica. Consultora e autora na imprensa escrita especializada, com textos publicados semanalmente sobre Jardins e Plantas Ornamentais. Autora e consultora de blogues sobre a mesma temática. Participa na organização e concepção de exposições e eventos e orienta visitas guiadas na Estufa Fria de Lisboa. Colaboração na página de Facebook da Câmara Municipal de Lisboa, na área da Estufa Fria de Lisboa. É coordenadora da Divisão de Manutenção e Requalificação de Espaços Verdes (DMREV) da Câmara Municipal de Lisboa, onde é responsável pela Gestão e Manutenção dos Parques e Jardins da Zona Norte, colaborando em diversos projetos, com ênfase na análise de projetos paisagísticos, seleção de elencos de vegetação, elaboração de planos de plantação e projetos no âmbito de "Lisboa Capital Verde Europeia 2020”.

Teresa Castro é professora associada em teoria das imagens no departamento de estudos cinematográficos e audiovisuais da Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3 desde 2011. Doutorou-se em estudos cinematográficos (Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3), depois de estudar história da arte em Lisboa (FCSH/UNL) e em Londres (Birkbeck, University of London). Foi investigadora de pós-doutoramento no museu do quai Branly (Paris) e investigadora convidada no Max Planck Institute for the History of Science (Berlim). Publicou La Pensée cartographique des images. Cinéma et culture visuelle (Aléas, 2011), coordenou vários volumes coletivos e dossiers temáticos de revistas e é autora de cerca de cinquenta textos, publicados em revistas e livros científicos de diferentes países. Uma parte importante da sua pesquisa mais recente tem-se concentrado sobre as relações entre cinema e animismo, tema sobre o qual se encontra a terminar uma monografia. No âmbito desta investigação, interessou-se em particular pela questão das formas de vida vegetais, tendo publicado "Queer Botanics” (MAL A Journal of Sexuality and Erotics, 2019) e "The Mediated Plant” (E-flux journal, Setembro 2019) e coordenado, com Perig Pitrou e Marie Rebecchi, o livro coletivo Puissances du végétal et cinéma animiste. La vitalité révélée par la technique (Presses du Réel, no prelo). Em paralelo das suas atividades académicas, desenvolve também um trabalho de crítica e de programação. Foi curadora associada da exposição Vues d’en haut (Centre Pompidou Metz, 2013) e participou recentemente na exposição Plant Revolution! (CIAJG, Guimarães, 2019), comissariada por Margarida Mendes.


 


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