{alt: o_q_e_o_arquivo_15724577595877b4d4d5d55.jpg}
{alt: destaque_01_37788213526fa0167d3b9.jpg}
{alt: 04_4936737945877b9a2590a9.jpg}
{alt: 02_14739709355877b98b8ff70.jpg}
{alt: 03_14753186065877b99a98183.jpg}
{alt: 05_18497829015877b9a8b249a.jpg}
{alt: 06_13184698885877b9b3c2067.jpg}
{alt: o1_12960279155877b9c23c5da.jpg}
{alt: destaque_04_1804753780526fa0313c537.jpg}
{alt: destaque_02_2000107827526fa044cf471.jpg}

Enquadramento

 
 
 
Esta mesa redonda toma como ponto de partida a inquietação que é a do Ciclo de Encontros O que é o Arquivo? e a deste primeiro Laboratório em particular: face à atual destabilização do conceito e das práticas de Arquivo, nomeadamente, devido a mudanças tecnológicas profundas introduzidas pelos novos media, a aceção de arquivo como lugar imóvel e fixo de armazenamento, enquanto sinónimo de espaço restrito e separado de preservação da memória está a ser substituída pela de arquivo como realidade fluída, em permanente devir e que passou a estar ao alcance de todos.

A dissonância do arquivo em relação ao que eram as suas significações e usos tradicionais materializa-se numa "febre de arquivo” (Derrida, 1995) contemporânea, que se caracteriza pela utilização de procedimentos arquivísticos - colecionar, extrair, catalogar - que, tal como permitidos pelas tecnologias digitais, desafiam os protocolos dos arquivos tradicionais e oficiais, e obrigam a questionar os seus limites - partilhamos não só o que está no arquivo, como produzimos e depositamos materiais no arquivo.

A esta "febre de arquivo” associa-se o "impulso arquivístico” (Hal Foster, 2004) e a "mania do arquivo” (Suely Rolnik, 2011) na arte contemporânea que oferece a possibilidade de (re)pensar o que é o arquivo, não só de um ponto de vista ontológico e epistemológico - iniciativas de contestação e disputa da lógica de funcionamento dos arquivos institucionais, de criação de arquivos e repositórios, assim como da apropriação e re-arranjo dos existentes - mas também de um ponto de vista performático, no confronto com uma leitura renovada e dinâmica da memória, ou seja, a partir da abertura a outras possibilidades e articulações com a ideia e a prática do arquivo, porque, "de certo modo, todos nós somos arquivo, arquivos vivos e encarnados.” (Mark Gisbourne, 2007)

No Laboratório 1: Arte/Arquivo propomos explorar e mapear as relações entre o Arquivo e a Arte e auscultar a pertinência desta ‘mania’ ou ‘impulso’ quando tomados no contexto da produção artística contemporânea portuguesa.
Assim, ao longo de três dias serão organizadas três mesas de trabalho que terão como centro a apresentação de trabalhos por seis artistas portugueses, mesas em que participarão ainda curadores, programadores, historiadores, teóricos e investigadores.

Em cada dia, cada mesa de trabalho será orientada por uma pergunta diferente colocada ao Arquivo: 

  1. O que é o Arquivo? Abordagens epistemológica e ontológica
  2. O que pode o Arquivo? Apropriação e reconfiguração de arquivos
  3. Quando há Arquivo? Tensão institucional na constituição do arquivo 
Às três mesas de trabalho junta-se a mesa redonda para a qual se lançou uma chamada para submissão de propostas e na qual se procurará, com os participantes, fazer uma sintomatologia do Arquivo no campo onde este se cruza com as Artes.

Todas as sessões serão abertas ao público.



This round-table takes as a starting point the concern of the series of meetings What is the Archive? and of this first Laboratory in particular: In face of the current destabilization of the concept and of the practises of Archive, namely due to deep technological changes introduced by the new media, the notion of archive as a motionless and fixed place for storage, as a synonym of a restricted, separate space for the preservation of memory is being replaced by that of the archive as a fluid reality, in permanent becoming, that is accessible to anyone.

 The dissonance of the archive in relation to those that were its traditional significations and uses is materialized in a contemporary  "archive fever” (Derrida, 1995) that is characterized by the use of archival procedures - collecting, extracting, cataloguing - that, as allowed by digital technologies, challenge the protocols of traditional and official archives, and force the questioning of their limits – we not only share what is in the archive, we also produce and deposit materials in the archive.

This "archive fever” is joined by the "archival impulse” (Hal Foster, 2004) and by the "archive mania” (Suely Rolnik, 2011) in contemporary art, that offers the possibility of (re)thinking what the archive is, not only from an ontological and epistemological standpoint - initiatives for contesting and disputing the functioning logic of institutional archives, of the creation of archives and repositories, as well as the appropriation and re-arrangement of the existing ones -, but also from a performative standpoint, confronted by a renewed and dynamic review of memory, that is to say, from embracing different possibilities and articulations with the idea and the practise of the archive, since, "in a certain sense we are all archive, living and embodied archives of knowledge.” (Mark Gisbourne, 2007)

At Laboratory 1: Art/Archive we propose to explore and map the relations between the Archive and Art, and to assess the pertinence of this "mania” or "impulse” when taken within the context of contemporary Portuguese artistic production. Therefore, during the course of three days, three discussion tables will be organized, that will focus on the presentation of works by six Portuguese artists. Curators, programmers, historians, theorists and researchers will also participate in these round-tables.

On each day, each discussion table will be oriented by a different question posed to the Archive:
  1. What is the Archive? Epistemological and ontological approaches.
  2. What can the Archive do? Appropriation and reconfiguration of archives.
  3. When is there an Archive? Institutional tension in the construction of the archive.
Along with the three discussion tables there will be a round-table, for which we put forth this call for the submission of proposals, and where we will seek, along with the participants, to produce a symptomatology of the Archive in its intersection with the Arts. 

All sessions are open to the public.




AGENDA