Notas biográficas

 
 
 
Notas biográficas dos convidados







É investigadora e professora de cinema e audiovisual na Universidade Paris 8. É também escritora, crítica de arte e curadora, e escreveu para várias revistas, incluindo Trafic, Iris e Blimp. Nos seus livros incluem-se Ohne Untertitel Fragmente einer Geschichte des österreichischen Kinos (Viena, 1996; juntamente com Ruth Beckermann); Von der Welt ins Bild. Augenzeugenberichte eines Cinephilen (Berlim, 2000); e Das Gesicht em Zeitalter des bewegten Bildes (Viena: Sonderzahl, juntamente com Karl Sierek). 

Constant - Association pour l'Art et les Médias

Constant é uma organização sem fins lucrativos com sede em Bruxelas desde 1997 e ativa nos campos da arte, media e tecnologia.
Desenvolve, investiga e experimenta, adora práticas artísticas digitais coletivas e organiza sessões de trabalho transdisciplinares. Cria instalações, publicações e trocas. Colabora com artistas, ativistas, programadores, investigadores, designers. Constant é também arquivos ativos, algoritmos poéticos, corpo e software, livros com atitude, relações, cartografias, publicação situada, gráficos livres, protocolos performativos, reaprendizado, infraestruturas discursivas, dispositivos que podem ser alvo de hackers.

Eric de Kuyper

É escritor, semiólogo, crítico de arte e realizador de filmes experimentais. Ficções autobiográficas ficcionais, escritas na terceira pessoa, são responsáveis pela maior parte do seu trabalho. O seu trabalho académico abrange críticas, ensaios, artigos e livros sobre semiótica, cinema, dança, teatro e ópera. Os seus filmes revelam uma propensão para o melodrama, canções de amor e filmes mudos, onde o seu tema central é a homossexualidade. No final dos anos 2000, começou a organizar concertos, em que combina filmes mudos, alguns segmentos filmados pelo próprio para estes eventos, com música clássica ao vivo, onde, por vezes, canta e atua.


Inhabitants é um projeto iniciado por Mariana Silva e Pedro Neves Marques em 2015. Inhabitants é um canal on-line para vídeos exploratórios e documentais, em formato de curta-metragem, com episódios focados num tópico diferente. Foi selecionado para a shortlist do 2017 Visible Award. Atualmente, colaboram com a TBA21 numa série de vídeos durante um ano sobre Mineração no Fundo do Mar, em colaboração com o New Museum de Nova Iorque, no âmbito da New Museum Triennial.  Anteriormente, colaboraram com instituições como a Haus der Kulturen Der Welt e o Instituto Max Planck de História da Ciência (Berlim), Museu Coleção Berado (Lisboa), Bienal Contour8 (Bélgica), bem como uma sessão de cinema no Doclisboa.


Jonathan Beller é professor de Humanidade e Estudos dos Media no Pratt Institute. É autor de livros como: The Cinematic Mode of Production: Attention Economy and the Society of the Spectacle; Acquiring Eyes: Philippine Visuality, Nationalist Struggle and the World-Media System; The Message is Murder: Substrates of Computational Capital; and Feminist Media Theory (a special issue of The Scholar and Feminist Online). Os projetos editoriais atuais incluem Computational Racial Capital and The Fourth Determination. É membro do Barnard Center for Research on Women and Gender, faz parte do coletivo editorial do Social Text e é diretor do Programa de Pós-Graduação em Estudos dos Media do Pratt Institute.


É curador e dirige o Programa Independente de Estudos das Artes Visuais da Maumaus e o espaço expositivo Lumiar Cité, em Lisboa. Comissariou entre outros: The Dockers’ Museum, Allan Sekula, (Johann Jacobs Museum, Zurique, 2014 / La Criée, Rennes, 2012); Heimo Zobernig (Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid, 2012) e Maison Tropicale, Ângela Ferreira (representação portuguesa na 52ª Bienal de Veneza, 2007). Foi responsável pela curadoria da retrospectiva de Harun Farocki na mostra VideoLisboa em 2003 e produziu o filme Uma Opera do Mundo de Manthia Diawara em 2017. 


É uma artista multidisciplinar. Aplica arquivos, investigações de mitos e narrativas pessoais a uma variedade de meios, nomeadamente instalações arquitetónicas e de vídeo. Faz parte do conselho da Arab Image Foundation desde a sua criação em 1997. Durante a revolta egípcia de 2011, foi co-fundadora de duas iniciativas de media: Radio Tahrir Tahrir Cinema, que serviram como plataformas públicas para construir e partilhar um arquivo para a revolução. Ganhou, com construção efémera e a instalação sonora Borg el Amal (Torre da Esperança), o primeiro prémio na Bienal Internacional de Arte Contemporânea do Cairo 2008-09. 

Para além de trabalhar no projeto Vox Populi no MIT em 2015-16, também lecionou no Programa de Arte, Cultura e Tecnologia do MIT (ACT).


Nasceu em Lisboa em 1959 e formou-se em cinema em 1984, no antigo Conservatório Nacional (atual ESTC). Trabalhou como montador, argumentista e assistente de realização com inúmeros realizadores portugueses. Colabora assiduamente com publicações, escolas, institutos, universidades, associações culturais e de cinema, cineclubes e festivais. Trabalha no A.N.I.M. - Cinemateca Portuguesa, desde 2002, na área de identificação, preservação e restauro de cópias em película.
Como realizador, fez o seu primeiro filme Um Passo, Outro Passo e Depois... (1989), vencedor do prémio de Melhor Filme Estrangeiro em Entrevues - Festival Internacional de Cinema de Belfort. Desde então, realizou mais de vinte filmes, entre ficção e documentário, curtas e longas-metragens, entre os quais se destacam Quando Troveja, Xavier, 4 Copas, Lisboa no Cinema, Cinema Português – Diálogos com João Bénard da Costa, Ruínas, entre outros. O seu filme mais recente é Ramiro.


Dirige o Doc’s Kingdom desde 2013. Entre 2006 e 2017, organizou - com José Manuel Costa, Ricardo Matos Cabo, Federico Rossin, Aily Nash, Filipa César e Olivier Marboeuf – nove programas do seminário Doc’s Kingdom: A Circulação da Palavra, Paisagem: o trabalho do tempo, A imagem-arquivo, "Ideia de uma Ilha”, "Todas as Fronteiras”, "O Fim da Natureza”, entre outros. Em 2017, foi o programador convidado do 63rd Robert Flaherty Film Seminar, organizando um programa intitulado "Future Remains”, com a participação dos cineastas Vincent Carelli, Filipa César, Kevin Jerome Everson, Dominic Gagnon, Laura Huertas Millán, Trinh T. Minh-ha, Sana Na N’Hada, Peter Nestler, Laura Poitras e Eduardo Williams.


É licenciada em cinema na Escola de Cinema e Teatro de Lisboa e em pintura na Escola de Belas Artes de Lisboa. Em 2005, recebeu um M. Phil em Estética e Filosofia de Arte, com uma dissertação sobre Cinema, Arquivo e Memória que acompanhou a realização da sua primeira longa-metragem Natureza Morta. Em 2014, tirou um doutoramento na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, com uma tese sobre a Imagem de Arquivo e o Movimento Desacelerado, tese que acompanhou a realização do sua segunda longa-metragem, 48. É co-fundadora da produtora Kintop. De 2010 a 2012 fez parte da APORDOC e, em 2012 e 2013, fez parte da direção do Doclisboa. O seu último filme, Luz Obscura, estrou no IndieLisboa 2017.


É diretor do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, o centro de conservação da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema. É doutorado em Film and Screen Media pela Universidade de Londres (Birkbeck College) e investigador integrado do Instituto de História Contemporânea -NOVA-FCSH. Membro fundador da AIM - Associação de Investigadores da Imagem em Movimento e coordenador editorial da Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento.


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