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TOPOGRAFIAS IMAGINÁRIAS | Arquitetura III
2017-05-30 2017-05-30
AML | Videoteca
 
Xavier, Manuel Mozos (1991-2002), 100'

Comentado por:
Manuel Mozos (cineasta)
João Rosas (cineasta, investigador)
Eduardo Brito (curador, fotógrafo, crítico)


Para fechar, um filme cuja produção acompanhou, toda a década de 90, período que acompanhámos neste ciclo - Xavier começou a ser feito por volta de 1991 e só em 2002 é acabado. Esse tempo longo, marcado também pela interrupção, está nos planos e está no filme: se por um lado há uma atenção rigorosa e cuidada aos espaços (como se estivessem a ser preservados), por outro, a circulação e interação das personagens é disfuncional e curta. Por sua vez essa disfuncionalidade ou desadequação é acompanhada pela circulação da personagem, através da qual Mozos constrói uma topografia verdadeiramente imaginada de Lisboa: Xavier percorre espaços que, apesar de reais, não são contíguos, e o filme desenha assim um mapa que não existe senão em si próprio.

Em simultâneo, nos postos individuais de visionamento
Lisboa no Cinema - um ponto de vista, Manuel Mozos (1996), 107’
Tarde Demais, José Nascimento (1999), 92’
Entrecampos, João Rosas (2012), 12’



[Xavier]

[Xavier]

[Xavier]






Depois de num primeiro ano o ciclo TOPOGRAFIAS IMAGINÁRIAS ter descrito um percurso tanto temporal como espacial pela cidade de Lisboa, fazendo uma história do traçado da cidade tal como tem sido imaginado pelo cinema, e de na segunda edição se ter feito uma viagem pelo seu interior: como é que os espaços interiores foram captados pelo cinema e que papel têm eles nos filmes que os integram?, neste terceiro e último ciclo dedicado à "Arquitetura" veremos a cidade dos programas anteriores a ser deixada para trás: já não se verá uma cidade na melancolia da transformação (como no primeiro ciclo), nem propriamente uma cidade imaginada a partir de um interior (como no segundo), será vista uma cidade a extravasar os seus limites, ou a transbordá-los, para usar já uma imagem aquática – à deriva, é uma boa palavra para falar destes filmes.
Avançamos então para uma Lisboa reinventada a partir das suas margens...

Uma co-programação Arquivo Municipal de Lisboa - Videoteca / Arquiteturas Film Festival (Alexandra Areia e Inês Monteiro)



 
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