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TOPOGRAFIAS IMAGINÁRIAS | Arquitetura III
2017-05-09 2017-05-09
AML | Videoteca

Mal, Alberto Seixas Santos (1999), 82'

Comentado por:
Luís Fonseca (professor na ESTC)
Pedro Jordão (arquiteto)
Jorge Figueira (arquiteto)



No dia 10 de dezembro de 2016, o jornal Público escreveu (para assinalar a morte de Alberto Seixas Santos):
Numa entrevista que deu (…) a propósito da estreia de Mal — um filme sobre um conjunto de "náufragos" do mundo contemporâneo — o realizador disse ao crítico Luís Miguel Oliveira que precisava de ter uma relação com o meio em que vivia para poder filmar: "Terei talvez uma visão pessimista do mundo contemporâneo visto a partir ">de Portugal [...]. A diferença entre Mal e os meus outros filmes é que estes tratavam de coisas muito concretas: o 25 de novembro, o salazarismo, os retornados. E este filme é mais vasto, não toca nenhum tema absolutamente português. Tenho alguma dificuldade em trabalhar com aquilo que não conheço. Conheço todas as personagens do filme, são pessoas que conheço da vida real, que transformo e re-oriento. Não são 'invenções'." Sobre este filme, o crítico Mário Jorge Torres escreveu que Mal "era um tremendo soco no estômago", uma crónica negra dos anos de expansão consumista da democracia portuguesa.

Em simultâneo, nos postos individuais de visionamento
Brandos Costumes, Alberto Seixas Santos (1975), 69’
Ninguém duas vezes, Jorge Silva Melo (1985), 107’
O Meu Caso, Manoel de Oliveira (1986), 88



[Mal]

[Mal]

[Mal]






Depois de num primeiro ano o ciclo TOPOGRAFIAS IMAGINÁRIAS ter descrito um percurso tanto temporal como espacial pela cidade de Lisboa, fazendo uma história do traçado da cidade tal como tem sido imaginado pelo cinema, e de na segunda edição se ter feito uma viagem pelo seu interior: como é que os espaços interiores foram captados pelo cinema e que papel têm eles nos filmes que os integram?, neste terceiro e último ciclo dedicado à "Arquitetura" veremos a cidade dos programas anteriores a ser deixada para trás: já não se verá uma cidade na melancolia da transformação (como no primeiro ciclo), nem propriamente uma cidade imaginada a partir de um interior (como no segundo), será vista uma cidade a extravasar os seus limites, ou a transbordá-los, para usar já uma imagem aquática – à deriva, é uma boa palavra para falar destes filmes.
Avançamos então para uma Lisboa reinventada a partir das suas margens...

Uma co-programação Arquivo Municipal de Lisboa - Videoteca / Arquiteturas Film Festival (Alexandra Areia e Inês Monteiro)



 
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