Agenda

 
TOPOGRAFIAS IMAGINÁRIAS Ninguém Duas Vezes, Jorge Silva Melo
2016-05-11 2016-05-11
AML | Videoteca
 


Ninguém duas vezes, Jorge Silva Melo (1985), 107'

Comentado por:
Jorge Silva Melo (cineasta, encenador)
Francisco Frazão (programador de teatro, investigador)
Susana Ventura (arquiteta, investigadora)

Disse João Bénard da Costa que este é o "filme de quando todos – e tudo – foram embora”. Lisboa aparece aqui, de fato, como espaço dos sobreviventes e dos errantes, imagem final de um puzzle feito de espaços fechados - a casa, a igreja, o teatro (e o palco), o carro –, espaços simultaneamente demasiado grandes e demasiado pequenos (apertados) para as personagens. 

Em simultâneo, nos postos individuais de visionamento
Um adeus português, João Botelho (1985), 85’
O Cerco, António da Cunha Telles (1970), 120’
Mal, Alberto Seixas Santos (1999), 82’












Depois de num primeiro ano o ciclo TOPOGRAFIAS IMAGINÁRIAS ter descrito um percurso tanto temporal como espacial pela cidade de Lisboa, fazendo uma história do traçado da cidade tal como tem sido imaginado pelo cinema, nesta segunda edição faremos antes uma viagem pelo seu interior: como é que os espaços interiores foram captados pelo cinema e que papel têm eles nos filmes que os integram?
A proposta de base mantém-se: descobrir os modos pelos quais o cinema imagina (e com isso recria) a cidade. Mas desta vez as personagens não percorrem ruas nem fachadas, antes encerram-se em pequenos compartimentos, confinam-se a um quarto, a uma sala, a um teatro, e daí imaginam Lisboa, a cidade que está, assim, sempre do lado de fora, sempre em modo de memória, de projeção ou de expectativa. Os interiores aparecem nestes filmes como espaços com um desenho muito próprio que age sobre os destinos dos seus habitantes, pressionando-os, incentivando-os e finalmente catapultando-os para uma inevitável fatalidade.
O percurso deste ciclo não segue apenas, de modo mais literal, os espaços interiores. Segue também os espaços exteriores que, nestes filmes, não são mais do que uma projeção, sendo vistos, imaginados e concebidos sempre a partir de dentro. Das duas maneiras, o que este ciclo propõe, é a construção de uma leitura sobre a forma como estes espaços foram concebidos nos filmes, no sentido de reter sobre eles a imagem de uma arquitetura, que acaba por ser sempre, e acima de tudo, uma arquitetura emocional.

Uma co-programação Arquivo Municipal de Lisboa - Videoteca / Arquiteturas Film Festival (Alexandra Areia e Inês Monteiro)




 
Parceria
Arquiteturas

 

AGENDA