A cidade como estúdio

 
 
 
montagem fotográfica a partir de fotografia do acervo do AML/Fotográfico e https://easylife-online.com/hollywood-wallpaper.html/hollywood-sign-in-los-angeles-hd-photo-pic-wsw2038667
TOPOGRAFIAS IMAGINÁRIAS

A CIDADE COMO ESTÚDIO
5.º ciclo de visionamentos comentados

5, 6, 7 e 8 dezembro | 15h00

Várias divergências atravessam a história do cinema e dividem cineastas, mas talvez uma das mais decisivas seja a que diz respeito à relação com a realidade. A esse nível poderíamos talvez distribuir os cineastas por dois lados (salvaguardando uma enorme mancha cinzenta, cheia de tonalidades, entre os dois): aqueles que criam o seu programa formal a partir da realidade e aqueles que encaixam a realidade no seu programa formal. Este programa formal, e a relação entre cineasta e realidade que depreende, têm um nó: o plano.

De várias maneiras a teoria do cinema definiu o plano cinematográfico. Uma delas define-o como um contentor, um recipiente, que o cineasta instala e prepara para receber aquilo que filma.
Este 5º ciclo de visionamentos comentados começa por procurar explorar e analisar as operações que, num filme, são levadas a cabo para que o espaço real seja um espaço que cabe (nesse contentor ou recipiente). Mas essa investigação levantará inevitavelmente questões mais latas, relacionadas com a representação – que ações se operam num espaço (real) para o preparar para a representação (cinematográfica ou outra) – e relacionadas também com a cidade – quanto destas operações (de arrumação, limpeza, hierarquização) tem afinidades com as ações levadas a cabo no espaço urbano de Lisboa e que consequências têm estas nos modos da sua habitação.

Pensar ou olhar para a cidade como estúdio é ainda considerá-la como um espaço de trabalho que vai ser redimensionado, agenciado, para produzir um outro tipo de espaço que é o cinematográfico (sensorial/percetivo, imaginário e simbólico). A cidade é aí um instrumento e o suporte de uma outra cidade, a que se vê no ecrã e a que se recompõe no espaço mental do espectador graças ao filme.

A cidade como estúdio é então o tema deste programa. Ele será simultaneamente um posfácio (fecha o ciclo até aqui dedicado ao encontro do cinema com a arquitetura) e um prefácio: antecede e prepara (antiteticamente) o ciclo que será iniciado na próxima edição, com um programa que sairá para a rua ao encontro dos espaços reais, auscultados a partir da sua sonoridade.


Em parceria com: IFILNOVA/FCSH - no âmbito do projecto Fragmentação e Reconfiguração: a experiência da cidade entre arte e filosofia (PTDC/FER-FIL/32042/2017)​



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