Programa

 
 
 

TOPOGRAFIAS IMAGINÁRIAS

A CIDADE COMO ESTÚDIO
5.º ciclo de visionamentos comentados
5, 6, 7 e 8 dezembro

montagem fotográfica a partir de fotografia do acervo do AML/Fotográfico e https://easylife-online.com/hollywood-wallpaper.html/hollywood-sign-in-los-angeles-hd-photo-pic-wsw20386675 DEZEMBRO, 4.ª feira, 15h

STORM OVER LISBON, George Sherman, 1944, 86’
Produzido pela Republic Studios, com Eric von Stronheim no papel de vilão (cineasta justamente com uma relação tempestuosa com os estúdios de Hollywood). Lisboa é aqui literalmente reconstruída, encolhida, torcida e filmada dentro dum estúdio americano.

Comentado por:
Eliana Sousa Santos 

6 DEZEMBRO, 5.ª feira, 15h

A CANÇÃO DE LISBOA, Cottinelli Telmo, 1933, 90’
LISBOA DE HOJE E AMANHÃ, António Lopes Ribeiro, 1948, 40’
Apesar da diferença nas escalas – no primeiro filme, Lisboa é a cidade dos pátios e das ruelas, no segundo, é a das grandes avenidas – e da diferença nos tempos – o primeiro filme aponta para um passado (que se quer manter), o segundo para o futuro (em construção) – ambos os filmes projectam a imagem do Estado sobre a cidade. Limpam-na, organizam-na, transformam-na numa maquete.

Comentado por:


7 DEZEMBRO, 6.ª feira, 15h

BRANDOS COSTUMES, Alberto Seixas Santos, 1975, 75’
Se por um lado o filme trabalha de modo acutilante sobre o universo (pequeno) da casa e da família burguesa durante o Estado Novo, a entrada do exterior no filme torna-o uma reflexão sobre um regime: Lisboa aparece aqui como um estúdio gigantesco e os seus habitantes como figurantes de um espectáculo gigantesco e monstruoso.

Comentado por:
Irene Flunser Pimentel 

 
8 DEZEMBRO, sábado, 15h

O BOBO, José Álvaro de Morais, 1987, 127’
O filme permite abordar a dimensão mais laboratorial da noção de estúdio, porque ele próprio é um laboratório, uma oficina onde, de modo fragmentado e experimental, se expõe e pensa o próprio mecanismo cinematográfico na relação com os espaços da cidade.

Comentado por:
João Sousa Cardoso 
Ricardo Gross 
Susana Ventura 


Entrada livre

Em parceria com:
IFILNOVA/FCSH - no âmbito do projecto Fragmentação e Reconfiguração: a experiência da cidade entre arte e filosofia (PTDC/FER-FIL/32042/2017)​


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