Saber mais Arquitetura III

 
 
 

A cidade expandiu-se num sentido centrífugo e mergulhou vertiginosamente numa topografia que tende para o limite. Atirados para fora de um centro, encontramos novos lugares, pequenos pedaços fragmentados e repletos de um imaginário construído com enclaves e vazios onde as personagens se movem sem, contudo e paradoxalmente, se deslocarem. Habitam também elas uma fronteira, entre a explosão e a implosão, e tropeçam em barreiras que não se desfazem, e as impendem de avançar.

Na cidade imaginada neste ciclo, os espaços não são mais do que um mero vislumbre, surgem como uma grande máquina que se percorre sem permanecer e que se habita de forma fugaz, uma máquina de transitar. A cidade é agora um emaranhado de linhas descontínuas e desfocadas, mas energéticas, que ora unem ora separam as personagens dos lugares, a rua da casa, a noite do dia e a cidade de si mesma.

Lisboa é aqui um arquipélago imaginado.​


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