Agenda

 
Traça - Mostra de Filmes de Arquivos Familiares
2016-11-04 2016-11-05
Cinemateca Portuguesa | Museu do Cinema


4 novembro, 6ª feira | 18h30


Mostra da coleção da Cinemateca Portuguesa (filmes depositados no centro de conservação ANIM)

- Filme van der Niepoort Nº 2 | super 8mm, cor | 1970 | 17 min.
- Férias 1976 – Açores e Madeira | super 8mm, cor | 1976 | 14 min.
- Londres, Março 1975 | super 8mm | cor, 1975 |15 min.
- Casamento do Nelito e Geni | super 8mm, cor | s/data | 6 min.
- Casamentos | super 8mm, cor | s/data | 3 min.
- Filme do Bilene | 1972 | 9 min.

Expanded Archive (excertos) | 6’ | Itália | projeção em vídeo | 2011
produção Home Movies

A seleção de filmes depositados na Cinemateca visa exemplificar temáticas ou subgéneros que compõem a tipologia de filmes familiares já conservados no ANIM, colocando-os em diálogo e, com isso, suscitando a reflexão sobre o que podem ser os seus parâmetros de análise. Abordam-se temáticas recorrentes (festas familiares, viagens, convívios), mas procura-se também refletir sobres dicotomias como espaço público – espaço privado ou (de acordo com uma tensão que é ao mesmo tempo comum e intransponível para outros universos) crónica-ficção. Para terminar, uma surpresa.

Expanded Archive é um projeto do Home Movies com que se procura estudar a linguagem, a prática, a cultura visual e o imaginário social dos filmes de família e do cinema amador. O projeto nasce da necessidade de expandir a ideia simplista de que um arquivo fílmico é lugar de mera preservação e catalogação. A linguagem dos filmes de família é analisada e desconstruída pela sugestão/implementação de uma subdivisão e subsequente reconstrução dos materiais baseada em categorias semânticas e linguísticas.


4 novembro, 6ª feira | 22h00


Sempre Estivemos Aqui | 10’ | Portugal | vídeo | 2015
de Margarida Cardoso
produção AML-Videoteca

Projeção de excertos dos filmes de família com que Margarida Cardoso trabalhou em Sempre Estivemos Aqui | 8mm, super 8mm, 16mm (projeção vídeo) | 20’

Formato Ridotto | 50’ | Itália | vídeo | 2012
produção Home Movies – Archivio Nazionale del Film de Família

Uma introdução ao trabalho de criação que o Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca (através da TRAÇA – Mostra de Filmes de Arquivos Familiares) e o Home Movies – Archivio Nazionale del Film di Famiglia promovem a partir das suas coleções de filmes de família.

Em Sempre Estivemos Aqui, Margarida Cardoso associa datas e acontecimentos marcantes à história dos animais encarcerados, testemunhas silenciosas e esquecidas, deixando em aberto perguntas sobre quem são esses que sempre estiveram aqui… A projeção do filme de Margarida Cardoso será antecedida pela projeção dos filmes de família que ela trabalhou.

Formatto Ridotto é um filme coletivo que marca o encontro entre o Home Movies - Archivio Nazionale del Film di Famiglia e um grupo de escritores. Enrico Brizzi, Ermanno Cavazzoni, Emidio Clementi, Ugo Cornia e Wu Ming 2 elaboraram um texto original encontrando nas imagens do Archivio Nazionale del Film di Famiglia a oportunidade de experimentar novas técnicas narrativas. O filme, distribuído por cinco episódios, vai flutuando entre o ensaio, a narrativa, a crónica e a divagação.


5 novembro, sábado | 18h30


Coleção de Don Zanni (excertos) do Arquivo de Don Artemio Zanni | 8mm, Super8, 16mm (projeção em vídeo) | 30’

Projecção de excertos da coleção de Anabela Miranda | projeção no formato original 8mm | 40’

[sem título] | 6’| Portugal | vídeo | 2015
de Susana Nobre
produção AML-Videoteca

Sessão sobre o filme de família enquanto lugar de construção de uma história, de um discurso e de uma unidade familiar. A ideia de carta filmada cose a sessão.

Na coleção de filmes de Don Zanni, o padre acompanha com a máquina de filmar cerca de 40 anos da sua comunidade em Felina, nos Apeninos, na província de Reggio Emilia. Para a comunidade paroquial e para as crianças do Casa Nostra, o orfanato fundado por Don Zanni e por si gerido, o cinema de família foi um dispositivo fundamental para reforçar a identidade de grupo.

A coleção de Anabela Miranda integra uma série cartas fílmicas trocadas entre Portugal e o Congo durante as décadas de 50 e 60 do século passado. Os filmes documentam os gestos mais comuns do quotidiano familiar, filmados para dar a ver a uma parte da família a vida e os dias da outra. Com um olhar e um tempo que não é comum entre os filmes de família, a força destas imagens fazem-nos inevitavelmente pensar na dimensão mais fundamental (necessária) do gesto cinematográfico.

O filme de Susana Nobre, que resulta de uma apropriação de algumas colecções de filmes de família do AML-Videoteca, é pontuado e guiado por excertos de uma correspondência entre mãe e filha (de um livro de Françoise Dolto) e enche de imagens as palavras trocadas – ou vice-versa.


5 novembro, sábado | 22h00


Projeção de excertos da coleção de José Diogo Gonçalves | 30’ | 8mm (projeção em vídeo) | 1974-1975

Projeção de excertos da coleção de Enzo Pasi (viagem a Moscovo) | 30’| 8mm (projeção em vídeo) | 1957

Projeções comentadas por José Diogo Gonçalves, José Manuel Costa, Paolo Simoni, Luís Gameiro, Inês Sapeta Dias, Fátima Tomé, Susana Nobre e Catarina Mourão (seguidas de debate final).

Se o 25 de Abril e o período que se lhe seguiu são os momentos que, em Portugal, tendem a concentrar a reflexão em torno do cinema amador, essa reflexão será aqui contaminada por outra, sobre a dimensão privada, familiar e emocional de algumas dessas imagens. Nesta sessão voltaremos a esse momento (e acontecimento) da história portuguesa, cruzando-o nomeadamente com a história italiana e com a importância que nela teve a câmara como instrumento de resistência. Mas lançaremos também perguntas sobre a construção do olhar cinematográfico e o modo como este se constitui na intersecção entre realidade e emoção.

Serão projetados filmes feitos entre 1974 e 1975 da coleção de José Diogo Gonçalves, em Lisboa e numa viagem à ex-URSS e a Baku (capital do Azerbeijão). E serão depois projetados excertos da coleção de Enzo Pasi, particularmente as bobinas que acompanham uma viagem a Moscovo em 1957. Para Pasi e seus amigos, jovens militantes comunistas de Alfonsine, uma região pobre da Romagna, esta foi a viagem de uma vida.

Toda a sessão será comentada por um dos autores dos filmes projetados, e ainda por arquivistas, programadores e cineastas, tomando a forma de um debate final sobre o cinema amador e familiar.


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