Traça

 
 
 
Traça



A TRAÇA é um projeto de recolha, estudo e exposição de filmes de família promovido pela Videoteca do Arquivo Municipal de Lisboa.

Existe desde 2015 enquanto Mostra de Filmes de Arquivos Familiares e desde o seu início assenta sobre dois pilares fundamentais: o território, tratado a partir da história da sua habitação, e o arquivo, cujos limites procura expandir.

No que diz respeito ao trabalho com o território, a TRAÇA envolve-se de modo muito intenso com as comunidades dos Bairros que recebem cada edição da Mostra, trabalhando de forma específica para a recolha e exposição das suas memórias e das suas imagens (mesmo que não sejam em formato fílmico). Ao mesmo tempo, promove o encontro geracional dentro dessas comunidades, nomeadamente através da organização da TRACINHA na qual as crianças são convidadas a ver, descrever e criar a partir dos arquivos dos mais velhos.

Em relação ao arquivo, a TRAÇA procura expandir de duas maneiras os seus limites: através da recolha, em permanência, de filmes de família que, pelo seu carácter privado, não têm um lugar estabilizado na história do cinema e têm sido descartados pelos arquivos fílmicos (e estão a perder-se); e abrindo o arquivo a criadores que, vindos de áreas artísticas sempre distintas, são convidados a criar novos objetos a partir dos filmes de família recolhidos. De ambas as maneiras a TRAÇA procura abrir o arquivo e pô-lo em movimento, em trabalho, devolvendo-o ao território da cidade.

Se por um lado a TRAÇA trabalha sobre cada filme e memória particular de modo individual, por outro, procura cruzar e articular cada imagem com outras, demonstrando como cada uma é uma peça fundamental para a nossa história comum. Este projeto procura então traçar um mapa imaginário e comum, feito no cruzamento de todas as memórias e imagens individuais que está a recolher, e sobrepõe esse mapa, que é também emocional, a um outro, real, feito de ruas e edifícios. A história de Lisboa ganha assim uma outra dimensão, privada, única e até aqui desconhecida, contrapondo à história oficial, uma outra, plural, escrita pelos olhos de quem habita a cidade.​




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