Fevereiro 2019

 
 
 

Centenário da morte de Júlio de Castilho (1840-1919)
Júlio de Castilho; Código de referência: PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/BAR/000433


Código de referência: PT/AMLSB/CMLSBAH/PCSP/004/BAR/000433
Data: anterior a 1919
Título: [Júlio de Castilho]


"Tenham-me sempre no coração e nada mais peço”
Júlio de Castilho

Júlio de Castilho, 2º visconde de Castilho, nasceu em Lisboa a 30 de abril de 1840 e faleceu a 8 de fevereiro de 1919, no Lumiar. Era o filho mais velho do primeiro visconde de Castilho, António Feliciano de Castilho, e de Ana Carlota Xavier Vidal, e herdou do pai o título de visconde (desde 1873). Casou com D. Cândida Possolo Picaluga. Concluiu o Curso Superior de Letras na Universidade de Coimbra e enveredou, desde cedo, pela vida literária e pelo jornalismo.

Foi correspondente literário do "Diário Oficial" do Rio de Janeiro, sócio correspondente da Academia Real das Ciências, académico honorário da Academia Real de Belas Artes, sócio efetivo da Associação dos Arquitetos e Arqueólogos Portugueses, correspondente do Instituto de Coimbra, do Gabinete Português de Leitura em Pernambuco, do Instituto Vasco da Gama de Nova Goa, da Associação Literária Internacional de Paris, membro honorário do Grémio Literário Faialense e do Grémio Literário Artista da Horta.
Ocupou o cargo de governador civil da Horta (1877 a 1878) e de cônsul-geral de Portugal em Zanzibar (1888); foi bibliotecário na Biblioteca Nacional de Lisboa e professor de História e Literatura Portuguesa do príncipe D. Luís Filipe (desde 1906).

Júlio de Castilho, homem de muitos talentos, professava o culto da pátria e das letras e evocava o passado, tanto com a sua erudição de arqueólogo como com a sensibilidade do artista. Apaixonado pela cultura, traça a história da sua terra e, neste sentido, muito lhe deve a cidade de Lisboa pela sua investigação histórica, que nos dá a conhecer a cidade e a sociedade portuguesa. Toda a sua obra vasta e erudita é uma homenagem à terra em que nasceu. Com ele podemos atravessar a cidade de "Lisboa antiga” do século XVI e descer à "Ribeira” de onde partiam as galés através do Tejo.

Historiador de grandes recursos, poeta, romancista, dramaturgo, crítico, escultor, pintor, desenhista, aguarelista, conferente erudito, colecionador de documentos sobre Lisboa e um homem de sociedade que consumiu a sua existência a promover a cultura. Morreu pobre e nunca recebeu qualquer prémio pela obra que nos legou.

"Lisboa Antiga” sobressai da sua vasta obra literária de investigador e historiador e será sempre uma obra que não deixará esquecer o seu nome, como ele sempre quis. Neste contexto, podemos dizer que Júlio de Castilho viverá para sempre nas várias obras que nos deixou e no espírito dos que o estudam, daqueles que, como ele, amam as tradições e a beleza da arte.

Completa-se um século sobre a morte de Júlio de Castilho, historiador da cidade de Lisboa, criador dos estudos olisiponenses, homem de letras e de variadíssimas facetas a quem hoje prestamos a nossa homenagem a partir da exposição de algumas obras e documentos do espólio do Arquivo Municipal de Lisboa, que reunimos numa pequena mostra bibliográfica, a que o tempo, por sua vez, já emprestou uma notável sugestão evocativa.

Encontre este documento na sala de leitura da base de dados do Arquivo, utilizando a expressão de pesquisa "Júlio de Castilho", ou leia mais sobre este assunto na biblioteca do Arquivo Municipal. 





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