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Traslado em pública forma (149KB) Processo de pazes entre D. Afonso IV e o Infante D. Pedro Descrição: Traslado em pública forma, elaborado por Vasco Eanes, do processo de pazes entre D. Afonso IV e o Infante D. Pedro Data: 1356-01-17 Código de referência: PT/AMLSB/CMLSB/ADMG-N/01/12 (contém 11 fólios) O Arquivo Municipal de Lisboa detém no seu acervo inúmeros documentos medievais de valor inestimável para o estudo da história da monarquia portuguesa. Este documento refere-se a um traslado dos acordos firmados entre Afonso IV e o infante D. Pedro, datado de 17 de Janeiro de 1356, dando a conhecer uma fonte essencial para a compreensão do período conturbado que marcou a fase final do reinado de Afonso IV. Trata-se de um traslado em pública forma elaborado pelo tabelião Vasco Eanes, datado de 17 de Janeiro de 1356 e composto por 11 fólios de pergaminho, estando o fólio 11 verso em branco. Nestes fólios estão trasladados seis diplomas elaborados entre 5 de Agosto de 1355 e 11 de Janeiro de 1356, todos eles referentes às avenças entre Afonso IV e o infante D. Pedro, herdeiro do trono, no âmbito da procura de uma solução pacífica para o conflito armado que os opunha e que tinha sido desencadeado em 1355 com o assassinato de Inês de Castro. O acordo de pazes que punha fim ao conflito é assinado a 5 de Agosto de 1355, em Canaveses, onde podemos constatar quais foram as condições para a resolução deste conflito, por parte do infante e pelo rei D. Afonso IV. Ambas as partes escolheram doze vassalos, que deveriam assegurar o estrito cumprimento daquelas condições. Os vassalos do infante foram escolhidos pelo rei, e os do rei, designados pelo infante. Estas condições foram aceites e juradas por ambas as partes, assim como pela rainha. D. Pedro jurou em Canaveses em 5 de Agosto de 1355, D. Afonso IV jurou no mosteiro de São Francisco de Guimarães, em 14 de Agosto de 1355. Por seu lado, a rainha D. Beatriz jurou no mosteiro de São Domingos, do Porto em 20 de Agosto de 1355. A 28 de Maio de 1357, D. Pedro I sobe ao trono. Apesar das pazes assinadas com seu pai, o novo rei não tinha ainda perdoado aos executores da sentença de morte de D. Inês. Em 1360 D. Pedro I ainda tentou provar um eventual casamento com D. Inês de Castro. O ato tinha, como objetivo, acima de tudo, a legitimação dos filhos de Inês, D. João e D. Dinis. Nesse mesmo ano o rei manda erigir dois túmulos em Alcobaça, onde veio a ser sepultado junto com Inês. Encontre outros documentos na base de dados do Arquivo utilizando as palavras-chave de pesquisa: Pazes, Guerra Civil, assassinato, Inês de Castro, D. Afonso IV, infante D. Pedro, processo, traslado. Bibliografia:
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