Outubro 2014

 
 
 
Torre de Belém
 

Torre de Belém

Descrição:
Torre de Belém

Data: [19--]

Código de referência: PT/AMLSB/ALV/000086

O Castelo ou Baluarte de S. Vicente a par de Belém , hoje conhecido como Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos da cidade de Lisboa e localiza-se na margem direita do rio Tejo, onde existiu a praia de Belém.
É uma fortificação que integrava o plano defensivo da barra do rio Tejo, projetado por D. João II, integrado na margem direita do rio pelo Baluarte de Cascais, e na esquerda, pelo Baluarte da Caparica.

Esta estrutura seria iniciada no reinado de D. Manuel I por volta de finais de 1514, tendo como arquiteto Francisco de Arruda. Localizava-se sobre um afloramento rochoso nas águas do rio, e destinava-se a substituir a antiga nau artilhada ancorada naquele trecho, de onde partiam as frotas para a Índia. Ficou concluída em 1520, tendo sido o seu primeiro alcaide Gaspar de Paiva.

O monumento caracteriza-se pelo nacionalismo implícito, por estar rodeado por decorações do brasão de armas de Portugal, incluindo inscrições de cruzes da Ordem de Cristo. Toda a construção obedece a uma elegante arquitectura militar do século XVI, ornamentada no estilo manuelino, o que torna a Torre de Belém o ex-libris da cidade de Lisboa.

Com a evolução dos meios de ataque e defesa, foi perdendo a sua função defensiva original, tendo sido utilizada como registo aduaneiro e prisão (ocasionalmente desde o século XVII). Teve várias reformas ao longo do tempo.

Foi classificada como Património Mundial pela Unesco, em 7 de Julho de 2007 e eleita uma das sete maravilhas de Portugal.

O Arquivo Municipal de Lisboa detém imagens fotográficas de vários fotógrafos referentes a este emblemático monumento da cidade de Lisboa. 

A imagem escolhida pertence ao espólio do fotógrafo Domingos que nasceu em 1872 no Porto, e aí faleceu em 1946. Foi aprendiz de fotografia no atelier de Emilio Biel e cerca de 1902 é gerente do "Photo-Velo-Club", na rua de Santa Catarina, no ano seguinte o nome muda para "Fotografia Alvão, de Domingos Alvão", e em 1926/27 para firma "Alvão e Cª". Durante 40 anos foi um dos mais importantes estabelecimentos nacionais, dedicando-se ao retrato, à fotografia de exteriores, à fotografia industrial e comercial e a alguns trabalhos de carácter mais pessoal. 

Após a sua morte o estúdio continuou em funcionamento, no final dos anos setenta foi adquirido pelo Senhor Arnaldo Soares e todo o seu espólio estava intacto. Foi agraciado, a título póstumo, em 1953, com o grau de cavaleiro da "Ordem Militar de Cristo".

Encontre outros documentos na base de dados do Arquivo Municipal de Lisboa utilizando as palavras-chave de pesquisa: Torre, Belém, Tejo, Fluvial, embarcações.



Bibliografia:

ALMEIDA, Isabel Cruz – "Breve historial da Torre de Belém”. In Cadernos: Torre de Belém. Intervenção de conservação exterior. Lisboa: Instituto Português do Património Arquitetónico, 2000. Vol. 1, p. 37-44.

MOREIRA, Rafael – "A Torre de Belém”. In O Livro de Lisboa. Lisboa: Livros Horizonte, 1994, p. 175-180.

NÉU, João B. M. – Em volta da Torre de Belém: evolução da zona ocidental de Lisboa. Lisboa: Livros Horizonte, 1994. Vol. I, p. 131-171.

PEREIRA, Paulo – Torre de Belém. Lisboa: Instituto Português do Património Arquitetónico, 2005, 64 p.

RAMOS, Paulo Oliveira – "A Torre de Belém versus a fábrica de gás: notas de investigação”. In Atas do III Colóquio temático: Lisboa – Utopias na viragem do milénio. Lisboa: CML/DPC/DA, 1999, p. 201-207.

SANTOS, Reynaldo dos – A Torre de Belém (1514-1520): estudo histórico e arqueológico. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1922. 131 p.

SEIXAS, Miguel Metelo; SILVA, Isabel Corrêa – Belém: monografia histórica. Lisboa: Junta de Freguesia de Santa Maria de Belém, 2009, p. 42-48.e>


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