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Data: 1956 Código de referência: 1PT/AMLSB/MNV/000924 | 1PT/AMLSB/MNV/000925 No mês em que se comemora a implantação da República em Portugal, feito que se deu em 5 de outubro de 1910, celebra-se também, no dia 1, o Dia Internacional da Música. Realizada pela primeira vez em 1975, esta comemoração foi proposta pelo grande músico e violinista Yehudi Menuhin, na altura presidente do Conselho Internacional da Música. O Arquivo Municipal de Lisboa assinala estas duas datas com um documento em suporte negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, datado de 1956 inserido na coleção Mário Novais. Esta coleção é composta por 1400 negativos produzidos entre 1943 e os finais da década de 1950. Trata-se da imagem de uma pauta de música que, embora não tenha título, corresponde ao Hino Nacional, pois nela está inscrita a respetiva letra. Um hino nacional é uma composição musical patriótica, com caráter emocional e poético, adotado pelo governo de um país como música oficial de Estado. É um símbolo de identidade nacional, um canto de louvor à respetiva nação. O hino nacional de Portugal surgiu da marcha A Portuguesa, composta em 1890, aquando do ultimato inglês, para coro e piano, por Alfredo Keil, autor da música, e por Henrique Lopes de Mendonça, autor da letra. A adoção consensual desta marcha pela República deveu-se à sua popularidade, ao facto de ter sido cantada pelos republicanos na revolta de 31 de janeiro de 1891 e pelo simbolismo da sua letra que remete para a história de Portugal, enaltecendo e homenageando o seu povo. A Portuguesa foi decretada Hino Nacional pela Assembleia Nacional Constituinte por decreto de 19 de junho de 1911. Porém, na sua letra substituiu o vocábulo "bretões” pelo vocábulo "canhões”. A versão que se canta atualmente é a primeira das três estrofes que o constituem. Ana Saraiva Arquivo Municipal de Lisboa |
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