Contextualização histórica

 
 
 
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Contextualização histórica


Apesar de Lisboa ter sido conquistada por D. Afonso Henriques em 1147, só em 1179 o monarca lhe confere carta de foral. Parece que só nesta data a cidade reunia condições para se tornar concelho.

"O carácter surpreendentemente tardio dos forais de Lisboa e Santarém, concedidos em 1179, mais de trinta anos depois da conquista, talvez se possa interpretar como indício da instabilidade social das duas cidades, o que dificultaria a eleição para os cargos administrativos e magistraturas, as cobranças fiscais e administração do concelho. Antes de consignar, por meio de um foral, as liberdades e privilégios concedidos aos homens livres do concelho era necessário assegurar a implantação das estruturas administrativas e o seu regular funcionamento. Os indícios de intervenção régia revelados pelos documentos citados não pressupõem um plano lógico nem uma orientação determinada, mesmo rudimentar”
(Mattoso, 2006, p. 187).


Salienta-se, no entanto, que tanto Lisboa como Santarém, apesar de conquistadas por D. Afonso Henriques em 1147, continuavam a ser atacadas pelos muçulmanos. Lisboa sofre ainda investida da frota muçulmana em 1179, e Santarém fora atacada em 1171 e, posteriormente à concessão do foral, em 1184.

A carta de foral de 1179, confirmada pelos monarcas seguintes – D. Sancho I em 1204 e D. Afonso II em 1224 – constitui um documento de referência excecional na história da cidade de Lisboa. Através dela podemos reconstituir grande parte da sociedade medieval através dos direitos e deveres dos seus habitantes, e das penas e impostos que nos permitem recriar, hoje, a economia da cidade.



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