Setembro | Outubro 2019

 
 
 
Vale a pena ler...

125 Anos do Teatro Municipal São Luiz


Ao longo dos séculos têm surgido diversas instituições de natureza política, educacional, cultural, social, religiosa, médica e associativa, que resultam da necessidade de se estabelecer uma ordem social. A sua análise é, por isso, essencial não só para entender a evolução humana mas também para caracterizar as múltiplas sociedades existentes. 

Algumas dessas instituições foram efémeras, apesar de reconhecida a sua função na época em que existiram, outras perduram no tempo, continuando a desempenhar a sua atividade ajustada às exigências do presente. Por conseguinte, o seu longo percurso incute-lhes o estatuto de património histórico-cultural cuja importância é periodicamente relembrada. 

Em Lisboa, várias instituições podem ser enunciadas. Entres elas encontra-se o Teatro Municipal São Luiz que celebra 125 anos de existência em 2019. Este teatro foi inaugurado, em 22 de maio de 1894, pela sociedade Guilherme da Silveira & Compª, com a designação de Teatro Dona Amélia, em homenagem à então rainha consorte. Em 1911, passou a chamar-se Teatro da República na sequência do novo regime político do país. Assolado por um incêndio em 1914, foi reconstruído, tendo sido reaberto em junho de 1916. A morte de um dos sócios, o Visconde São Luiz de Braga, em 1918, levou a que o Teatro adquirisse a designação de Teatro São Luiz em sua homenagem e, em 1928, após ter sido adaptado para cinema, o seu nome surge em alguns documentos como Cine Teatro São Luiz e São Luiz Cine.

A Câmara Municipal de Lisboa comprou o Teatro em 1971 alterando a sua denominação para Teatro Municipal São Luiz. Por despacho do presidente do município, nº 143-P-2003, encontra-se desde o ano 2003 sob gestão da EGEAC. Nessa altura, o seu espólio foi enviado para o Arquivo Municipal de Lisboa, estando à sua guarda. Este espólio contém documentação referente, sobretudo, ao período entre 1971 e 2013, embora exista alguma do período anterior. Este conjunto documental é composto por fotografias, programas, materiais de orquestra, material de áudio, documentos administrativos, entre outros. O Arquivo tem ainda à sua guarda o respetivo processo de obra que reúne, desde 1893, documentos referentes ao edifício (peças desenhadas, memórias descritivas, requerimentos, pedidos de alteração, projetos, etc.).

O Arquivo Municipal de Lisboa, sendo detentor do espólio documental deste teatro, destaca no Vale a Pena Ler de setembro, as publicações que o noticiaram ou que abordam aspetos da sua história, e que, a par dos documentos produzidos no âmbito da sua atividade, contribuem para o conhecimento da sua vida. 
Estas publicações estão disponíveis ao público para consulta na biblioteca do Arquivo.

Duração: 02-09-2019 a 31-10-2019
Horário: 2.ª a 6.ª feira, 9h30 às 16h30


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